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MÁSCARA PARTIDÁRIA

 

 

 

“O subterfúgio pode ser uma maneira de dizer sim ou não” (Anônimo).

 

     O sacerdote persa Mani, viveu no século III d. C. onde ele mesmo se definia como o responsável para levar o aperfeiçoamento da doutrina cristã. Dando origem ao que se chama de Maniqueísmo. Sendo composta de elementos do gnosticismo, do cristianismo e ideias orientais. Promovendo um dualismo forjado nas ideias de Zoroastro. Crendo que o mundo vive em uma luta interminável entre o bem e o mal. A antropologia maniqueísta entende que o ser humano é representado por intermédio de duas almas: uma corpórea, sendo ela a que representa o mal, e a chamada de luminosa, que é a do bem. As ideias maniqueístas ganharam adeptos no Oriente e Ocidente.

     Embora o maniqueísmo tenha sido combatido de maneira tenaz pela igreja, onde Agostinho se destacou como seu principal opositor, o mesmo permanece vivo, onde quando não explícito, o encontramos em atitudes sorrateiras conscientes, ou não, de quem as praticam.

     Infelizmente, o Brasil vive um maniqueísmo constante e nos últimos dez anos têm sido praticado com muita pujança. Assistimos a um país dividido, onde aqueles que não corroboram dos mesmos ideais, são vistos como algo que deve ser execrado. Acreditando que liberdade de expressão é sinônimo de agressão. As pessoas não podem divergir principalmente, na política, no direito, no credo religioso e no futebol. Todos são obrigados viverem em uma sociedade em que Marcuse a chamou de unidimensional.

     Talvez o modelo encarado pelo frankfurtiano tenha condições de explicar o que faz muitos não utilizarem a máscara para evitar o contágio do novo vírus. Afirmando que os que a utilizam fazem parte do grupo de opositores ao governo e os que não a usam, são seus asseclas. Lamentavelmente, mas até as questões de medidas de saúde, tornaram-se motivos de partidarismo, promovida muitas vezes por ausência de informação, ou birra.   

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