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Mostrando postagens de julho, 2025

A SEVIÇO DO MAL

  Considerado o pai da dialética, Heráclito de Éfeso enxergava o mundo a partir da luta dos contrários. Na sua visão, conhecemos o amor por causa da existência do ódio, da mesma forma guerra e paz e assim sucessivamente, entendendo o mundo, a partir de uma hermenêutica alimentada pelas contradições.        No final da Idade Antiga, Agostinho de Hipona, antes de se tornar cristão, foi ferrenho defensor da visão de mundo, advogada pelo maniqueísmo. Sua conversão ao cristianismo levou-o a interpretar os fatos históricos por outra perspectiva, rompendo com o maniqueísmo. Acontece, que embora muitos desejem que vivamos em uma sociedade mais justa, há também os que se alimentam do caos. Para eles, quanto pior, melhor. Assim, alimentam seus discursos travestidos de pacificadores, mas na verdade, vivem a serviço do mundo sombrio, propagando tudo aquilo que seja possível para promover um estado hobbesiano.   Olinda, 26 de julho de 2025. Sem ódio e sem m...

A HISTÓRIA QUE NÃO QUEREM CONTAR

       Encontra-se, em fase de tramitação e já aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), do Senado, um Projeto de Emenda Constitucional, tratando de “mudanças” na legislação eleitoral na qual se destaca o fim da reeleição para os cargos executivos. Na verdade, a PEC 12/2022, reverbera alguns temas que, aparentemente, são inovadores.      O referido projeto defende o fim da reeleição para os cargos executivos, quando o mandato passará para cinco anos. Acontece, que o mandato de José Sarney foi de cinco anos e quem viveu, sabe muito bem como se procedeu. Na mesma linha, é bom lembrar que os prefeitos, que foram eleitos em 1976 e os de 1982, seus mandatos duraram seis anos.      No que tange ao mandato de senador que, atualmente, é de oito anos, passará também para cinco anos, mas com uma diferença significativa. A alternância que existe atualmente em que, em uma eleição, elege-se um senador e na outra dois, a...

HARMONIA NÃO É SUBSERVIÊNCIA

  Durante muitos séculos, a maioria das nações tinha o poder concentrado em uma única pessoa. Até mesmo no povo hebreu, segundo o relato bíblico, existia uma teocracia e, sendo uma nação monoteísta, consequentemente, o comando estava nas mãos do Deus único.      Na obra, “Segundo Tratado Sobre o Governo”, considerado pai do verdadeiro liberalismo, o filósofo inglês John Locke, já falava, embora muito limitado na ideia da separação de poderes. Assiste verdade, que, para ele o poder legislativo deveria ser independente dos demais, pois entendia ser um poder diferenciado, com a responsabilidade para criar as leis de um povo. A partir da obra “O Espírito das Leis” de autoria do filósofo Montesquieu, enxerga-se de maneira cristalina a famosa teoria da separação dos poderes. Sua contribuição foi tamanha que até os dias atuais, ela mesma permanece viva, apesar daqueles que tentam ultrajá-la.      Embates entre os poderes, não é algo anormal, mas...