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Mostrando postagens de abril, 2022

NOVA FACE SENIL

      “ Se te cortei da minha vida, provavelmente, foste tu quem me deu a tesoura...” (Anônimo).         Em ano eleitoral, já virou jargão entre boa parte dos candidatos, afirmarem que rejeitam ao que costumam chamar de velha política. Para tanto, se apresentam como o novo. Acontece que parte deles, representam os clãs que nunca deixaram as entranhas do poder. Travestem-se de novo, mas representam o que há de mais retrógrado e senil na história política nacional.      Alguns clãs, vivem exclusivamente da vida pública. Entendem que o exercício do mandato é uma profissão, ao ponto de querer comparar profissões liberais com mandato público. Infelizmente, o quadro político brasileiro ainda vive das velhas oligarquias, que se sentem incomodadas quando o tema é lembrado. Mas se realmente não mais existem, observem as cidades interioranas. Quanto mais distantes estejam das capitais, percebe-se o controle político da mes...

FIEL ATÉ A MORTE

           Estranhamente, o dia 08 de abril do corrente ano, amanheceu com odor de funebridade no ar. E não era alarme falso olfativo. O ar exalava que o Brasil havia perdido um dos seus filhos ilustres, o professor Dalmo de Abreu Dallari. O mesmo se tornou referência na defesa dos direitos humanos e da democracia. No campo literário seu marco principal foi o livro “Elementos de Teoria Geral do Estado”. Sereno e sempre buscando fidelidade ao que diz nossa Constituição, o professor Dallari deixa uma gama de seguidores e um legado aos que amam o bom direito. Fazendo com que não nos esqueçamos que os interesses coletivos devem sobrepujar nossos caprichos pessoais. Para tanto, se torna necessário expurgarmos da nossa vida, as agruras que muitas vezes conseguem fazer morada em nossas vidas. Fazendo com que, passemos a emitir opiniões que falam mais das nossas decepções, mágoas, ou até mesmo rancores, do que realmente requer o pensamento jurídico. Na ver...

JANELA DO PODER

  Com o fim do prazo para trocar de partido para os que estão aptos em disputarem algum cargo nas eleições do ano em curso, percebe-se que o pragmatismo em torno da sobrevivência eleitoral, sobrepujam as questões ideológicas. Depois que o Poder Judiciário entendeu que o mandato (dependendo do cargo em disputa) pertence ao partido e não ao detentor dele, ocorreu certo arrefecimento na troca desenfreada de partido oriundo dos candidatos. Para tanto, criou-se a chamada janela partidária que é uma a fórmula encontrada para que se mude de agremiação sem ser penalizado.      Lamentavelmente, grande parte das mudanças, não estão no campo ideológico ou programático. A necessidade da sobrevivência eleitoral, faz com que o período permitido para troca de partido, se torne um verdadeiro mercado persa. Para muitos, passa bem distante qualquer identificação com o partido, predominando o caminho encontrado para manter-se no poder. O quadro atual da troca de cadeiras, fez co...