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Mostrando postagens de 2018

ELE VOLTOU!

     No dia 23 de maio de 2013, o Clube Náutico Capibaribe enfrentou o Sporting Lisboa em uma partida amistosa na Arena Pernambuco. Atualmente chamada de Arena de Pernambuco, mas há quem chame de Arena dos Problemas. Deixando as terminologias para lá, naquele dia festivo, fiz questão de comparecer ao novo palco do futebol pernambucano. No dia seguinte, participei de um debate em um programa de rádio com outros colegas. De imediato, afirmei que a chamada dos jogos do Náutico para a Arena era algo inviável. Entre os debatedores, um deles mais exaltado, fez questão de reverenciar a obra construída pelo governo de Pernambuco. Insisti afirmando, que a obra era grandiosa, mas inviável para o Clube da Rosa e Silva. Na mesma semana, escrevi um artigo para o jornal impresso (Folha de Pernambuco), cujo título era Tiro no Pé.      Lamentavelmente, os anos foram se passando e aos poucos foi se tornando cristalino que a opção feita pelo Náutico não er...

A POLÍTICA COMO INSTRUMENTO DE ALIENAÇÃO

  Certa vez, estávamos em um determinado local quando alguém nos apresentou a um jovem, onde imediatamente foi feito o comentário de que o mesmo gostava de política. Confesso que fiquei animado com o distintivo atribuído a ele. Para minha surpresa, a política que ele gostava não era a boa política, aquela que procura fazer uma reflexão apurada dos fatos e se esforça para não carregar nas análises axiologias que foram construídas ao longo dos anos, prejudicando a tão decantada neutralidade. Para ele, política era exclusivamente fazer apologia ao seu candidato, e que qualquer coisa que se apresentasse como antagônico ao que julgava ser correto, simplesmente ele tentava desqualificar sem qualquer embasamento científico, mas fundamentado na velha “ciência” chamada de achismo. Assim, o jovem rotulava tudo aquilo que julgava como produto maléfico, as ideias do seu candidato.      Infelizmente, pessoas como ele tem se tornado algo rotineiro, pois muitos prefer...

COISAS DO PASSADO

BLOG DA FOLHA [Opinião] Coisas do passado Por:  Hely Ferreira  em  22/11/18  às  12H39 , atualizado em  22/11/18  às  11H27 Cientista político Hely Ferreira Foto: Folha de Pernambuco Procurando fazer exercício de memória, naturalmente nos reportamos ao passado e o pensamento começa a divagar por vários fatos que marcaram nossa vida. Muitos devem lembrar principalmente quem viveu em alguns momentos em cidade interiorana, em que era comum existir pessoas de idade avançada que gostavam de se reunir nas praças. Mas aos poucos o número diminuía, pois alguns ficavam impossibilitados de se locomoverem e outros partiam do planeta Terra. E assim, o desaparecimento gradativo ou imediato, fazia com que a maioria dos moradores se quer percebessem a ausência daqueles frequentadores das praças. Coisa do passado? Antigamente os comícios eram verdadeiramente uma grande festa cívica, onde os candidatos com seus discursos inflamados encantavam os ...

Análise política: 'não dá para governar apenas com os votos do povo'

O dia seguinte à vitória de Jair Bolsonaro, eleito presidente, foi a pauta do programa Folha Política desta segunda-feira (29), na  Rádio Folha FM . O comunicador Jota Batista recebeu o cientista político e professor Hely Ferreira, além do editor do Blog da Folha, o jornalista Jairo Lima. Segundo o analista, Bolsonaro, mesmo eleitor pela maioria, precisa ter uma boa relação com o Congresso para conseguir implantar uma agenda produtiva. “Não dá pra governar apenas com os votos, ele vai precisar do Congresso e infelizmente no Brasil a tradição é do toma lá da cá. Ou negocia com o congresso ou não governa. É muita inocência acreditar que Dilma caiu por causa das pedaladas”, apontou Hely. Elevada abstenção Mais de 30% dos eleitores aptos a votar no Brasil não foram às urnas neste segundo turno. A questão foi alertada pelo professor Hely Ferreira. "Isso demonstra claramente a tese da desesperança. Essa é a maior abstenção desde 1998. Quase um terço dos eleitores não queriam ne...

PODER E FÉ

É visível o crescimento dos chamados “evangélicos” na política nacional. Vale salientar, que a relação entre religião e política não é de hoje e muito menos algo restrito ao Brasil. Ao longo da história, as questões da fé sempre foram utilizadas como um apêndice para chegar-se ao poder.      A falta de credibilidade da chamada classe política tem proporcionado a uma parcela do eleitor, adotar como ponto de partida para escolha do candidato, quem corrobora da fé ou pelo menos se diz ter uma agenda que se assemelha aos seus ideais. Há até aqueles que desejam que o Estado seja uma extensão do que ele acredita ser sagrado. Com efeito, o que se deve perguntar, é qual tem sido a contribuição dada pelos que se dizem cristãos   ao país? O fato de escolher candidatos alinhados ao pensamento cristão significa ser suficiente para solução dos problemas nacionais? Se a resposta for sim, então se deve eleger apenas líderes religiosos alinhados ao cristianismo. Acontec...

VOCAÇÃO À BRASILEIRA

     Entre os anos de 1898 e 1914, foi o período do ápice da oligarquia no Brasil. É bem verdade, que desde o período da era colonial brasileira, já havia lampejos significativos por parte da elite agrária. Entretanto, tornou-se incontrolável durante o período da lavoura cafeeira.      Naquele período, as oligarquias exerciam o poder de maneira direta. Mas a crise do café ocorreu justamente no período em que a oligarquia cafeeira estava controlando de maneira plena o país. Visando preservar o seu poder, a oligarquia do café não mediu esforços para utilizar os proventos do Estado.      Amparados na Carta Política de 1891, o “regime” oligárquico exercia o controle federal, estadual e municipal.      No que tange a esfera federal, era exercido pelo presidente da República, objetivando controlar a presidência e defender os interesses privados da política do café-com-leite. Com relação ao estadua...