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Mostrando postagens de agosto, 2014

COMO FICA O USUÁRIO?

     As recentes manifestações por parte dos motoristas e cobradores de ônibus são causadas por dois motivos: o primeiro deles, é que a função que exercem é algo extremamente estressante, pois enfrentar um trânsito como o da Região Metropolitana do Recife, é um exercício de paciência; segundo, um Estado que se diz democrático de direito, as reivindicações, ecoam como algo natural. Entretanto as paralisações dos transportes coletivos, deveriam também servir para que os grevistas repensassem a maneira como tratam o usuário, onde não raras às vezes “queimam” paradas deixando os passageiros a esperar outro transporte, que geralmente demora muito a passar.      Pensar apenas no reajuste salarial, sem refletir em relação à qualidade do serviço que é oferecido ao usuário, soa como diria Walter Benjamin, uma “Rua de mão única”. Seria bom que os motoristas aprendessem a esperar o passageiro entrar no ônibus, sem que a necessidade de correr, pois ...

E AGORA, PERNAMBUCO?

     Em 1998, fui apresentado ao então deputado federal Eduardo Campos. Recordo-me que o deixei bastante emocionado ao afirmar que o livro de autoria do seu pai (Maximiniano Campos) A Memória Revoltada, o tinha (ainda tenho), como um dos melhores que já li. Daí em diante, sempre que  encontrava-mos, nosso diálogo sempre girava em torno da política e do Clube Náutico Capibaribe.     Quatro anos depois, Eduardo resolveu candidatar-se ao cargo de governador de Pernambuco, algo ousado para época, pois, até então, a maioria das pessoas, acreditavam que a disputa ficaria polarizada entre o candidato da coligação União por Pernambuco, Sr. Mendonça Filho que durante aquele período governava o Estado e o Sr. Humberto Costa candidato do Partido dos Trabalhadores. De início, as pesquisas apontavam Campos em terceiro lugar, mas como era obstinado naquilo que fazia, juntou forças e conseguiu superar na reta final o candidato petista, indo para o segu...

FÉ NA DEMOCRACIA

     Nos primórdios do cristianismo, as perseguições eram algo constante, em especial promovidas pelo Império Romano. Mas a suposta conversão do imperador Constantino deu outro rumo aos seguidores de Cristo, deixando-os de ser perseguidos para protegidos. É bem verdade que assim, a propagação do evangelho pode ser anunciada sem o receio de antes, entretanto, a qualidade dos cristãos tornou-se algo bastante questionável, pois muitos estavam participando apenas por conveniência e não por convicção. Parece-nos que a velha prática não mudou. Muitos que se dizem cristãos, deveriam refletir se realmente são, a não ser que estão apenas com intuito de tirar proveito, pois agora virou moda se apresentar como tal. Em tempos idos, em especial o protestantismo no Brasil era visto como algo daninho, mas agora, muita gente se apresenta como tal, principalmente quando se está em jogo o poder.     Candidatos que nunca professaram nenhuma fé buscam apoio do s...