A narrativa do livro do Gênesis, nos diz que por causa da desobediência do homem, o Espírito Absoluto o puniu. Entre as punições aplicadas encontra-se à morte. Daí em diante, ela se tornou algo inseparável da história humana, fazendo com que exista como fator endógeno o desejo de ser eterno. Não se tem como negar que falar a respeito da morte, principalmente em países ocidentais chega ser algo estarrecedor e não é exagero acrescentar a lista de Michel Foucault entre as palavras proibidas. Martin Heidegger defendia que a morte deve ser entendida como possibilidade existencial. Para ele, a morte tem que ser encarada como algo possível ao ser humano. Vale salientar, que Heidegger considerava o ser humano como um ser-aí (dasein). Um ser que não tem conhecimento de onde veio e nem para onde vai. O filósofo alemão, advogava que a relação do homem com a morte só é possível através da antecipação emocional, denominada de angústia. Em tempos de pandemia como a que esta...