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Mostrando postagens de maio, 2020

CERTAMENTE MORRERÁS

A narrativa do livro do Gênesis, nos diz que por causa da desobediência do homem, o Espírito Absoluto o puniu. Entre as punições aplicadas encontra-se à morte. Daí em diante, ela se tornou algo inseparável da história humana, fazendo com que exista como fator endógeno o desejo de ser eterno.   Não se tem como negar que falar a respeito da morte, principalmente em países ocidentais chega ser algo estarrecedor e não é exagero acrescentar a lista de Michel Foucault entre as palavras proibidas. Martin Heidegger defendia que a morte deve ser entendida como possibilidade existencial. Para ele, a morte tem que ser encarada como algo possível ao ser humano. Vale salientar, que Heidegger considerava o ser humano como um ser-aí (dasein). Um ser que não tem conhecimento de onde veio e nem para onde vai. O filósofo alemão, advogava que a relação do homem com a morte só é possível através da antecipação emocional, denominada de angústia.   Em tempos de pandemia como a que esta...

UM PAÍS TRAJANDO LUTO

O mês passado (abril), fui tomado de surpresa com a notícia do internamento em estado grave do imparagonável Aldir Blanc. Desde tenra idade, aprendi admirar sua obra. Tanto é que recentemente, recebi uma mensagem em que a pessoa agradecia afirmando que eu era o responsável em apresentar a obra de Aldir Blanc a ela. Pelo agradecimento, conclui que fiz o bem.   O memorável Aldir Blanc deixou 607 composições musicais, fora livros como Porta de Tinturaria, Direto do Balcão, Artistas e Arredores, O Gabinete do Doutor Blanc: sobre jazz, literatura e outros improvisos. Além de uma biografia escrita por Luis Fernando Viana, intitulada Aldir Blanc; resposta ao tempo. Ainda escreveu artigos e crônicas para O Pasquim e jornais de grande circulação nacional.   Antes de se tornar um compositor consagrado, Aldir trabalhou como médico, mas resolveu abandonar quando suas filhas gêmeas recém-nascidas morreram, pois entendera que se não teve capacidade para salvá-las, de nada adian...

AMIGO DA HISTÓRIA E DA ARTE

  Certa vez, tive acesso a um artigo publicado em um jornal local em que o autor de origem lusitana e residente na capital do seu país de origem, fazia algumas críticas ao Estado de Pernambuco. Na verdade, as críticas eram direcionadas ao Instituo Ricardo Brennand, que segundo ele, estava promovendo euforia no Estado ao enaltecer o período holandês.   Durante a narrativa, o autor do artigo, dizia que não se devia comemorar o período dos holandeses em terras pernambucanas, já que segundo ele, os mesmos não foram amados em nenhuma de suas colônias e que nenhuma delas deram certo ao se tornarem independentes.   Nunca tive procuração para defender o Instituto e o seu proprietário. Cheguei à vê-lo uma única vez, mas confesso que achei-me no dever de emitir uma opinião antagônica ao artigo. É bem verdade, que o Instituto com sua grandiosidade por si só já demonstra sua importância na história de Pernambuco. Afirmei que os pernambucanos eram gratos ao Senho...