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Mostrando postagens de agosto, 2020

LÍNGUA CORTADA

  Você pode enganar uma pessoa por muito tempo, algumas por algum tempo, mas não consegue enganar todas por todo tempo. (Abralham Lincoln)     Criada em 1976, a Lei de número 63, popularmente chamada de Lei Falcão. Entrou em vigor a partir de 15 de março de 1974 a 15 de março de 1975, visando regulamentar às propagandas eleitorais que eram veiculadas pela televisão e rádio. A mesma alterou o art. 250 do Código Eleitoral. Os candidatos não podiam anunciar de maneira ampla suas propostas. Limitando-se a breves informações com relação a sua trajetória de vida. Embora limitasse o tempo a todos , muitos acreditavam que o verdadeiro intuito era tolher a simpatia do eleitorado com a oposição.   Depois de muitos embates internos, finalmente a direção nacional do Partido dos Trabalhadores decidiu que em Recife terá candidatura própria. Algo que desagradou aos que sempre defenderam a necessidade de continuar participando da conhecida Frente Popular, em que o Partido ...

SAUDADE DO IMPOSSÍVEL

      O melhor remédio contra a saudade é a falta de memória. (Carlos Drummond de Andrade)     Certa vez, escutei do sociólogo e amigo Ricardo Santiago, que através da leitura ou conversas com pessoas mais velhas, confessou que sentia saudade de alguns períodos da história que não viveu. O relato feito por ele, fez com que eu começasse refletir se também não sentia a mesma coisa. De repetente, não mais que de repente, como diria o “poetinha”, conclui que Ricardo tem razão. Procurei mergulhar no passado e desejei ter vivido no período dos grandes filósofos gregos. Ter vivido no período da Patrística e Escolástica. Ter tido contato com o grande Secretário de Florença. Quem sabe ter conhecido os artistas da época do Renascimento e os reformadores. Estudado com os os grandes nomes do Idealismo alemão, ou com os integrantes da primeira geração da Escola de Frankfurt.   Ao tratarmos da saudade relacionada as coisas do Brasil, certamente, queria ter...

DINHEIRO NO BOLSO

      Dizem que em uma cidade interiorana do Nordeste brasileiro, havia um político pertencente a uma dessas famílias que tem como “atividade profissional” exercer cargos públicos. Aliás, a relação entre público privado no Brasil geralmente se confundem. Não é por acaso que muitas administrações públicas, são encaradas como uma extensão da casa do governante. Havendo até funcionários públicos, que são “convocados” para servirem no âmbito privado e até na casa grande.   Em suas caminhadas, o já mencionado político, costumava andar pelo município com os bolsos cheios de cédulas de pequeno valor monetário, na esperança que alguém lhe pedisse um trocado. Principalmente se o pedinte fosse um dos seus correligionários. Assim, facilmente era lembrado pela população local e em período eleitoral, acreditava que poderia contar com o apoio.   Aparentemente, o fato narrado ecoa como algo corriqueiro e infelizmente, sabemos que é. Mas através da história é possí...