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Mostrando postagens de março, 2025

O RECIFE E OLINDA QUE SONHAMOS

    Historicamente, Olinda foi a primeira Capital de Pernambuco. Durante o período colonial, a Marim dos Caetés viveu dias de glória, sendo reconhecia pela sua importância política e econômica nacional. Carimbada com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, alguém já disse que “Olinda nasceu para todos”. O problema é que infelizmente, nem todos conseguem alcançar a importância do título.      Lamentavelmente, nos últimos anos, Olinda tem enfrentado alguns desafios e o pior é que não se consegue vislumbrar a curto ou médio prazo que vai mudar. Os antigos alagamentos, ruas sem pavimentação, falta de segurança e um carnaval que não tem fim. Como a festividade momesca é algo permanente, para os turistas é maravilho, mas os moradores que pagam seus impostos vivem em um inferno astral, onde não é difícil encontrar aqueles que durante os finais de semana, resolvem sair de Olinda para conseguir descansar, algo que se tornou praticamente impossível com as et...

ENTRE A CIDADE E A CIDADE

  Aquele que pensa que o desejo de separar religião e   Estado é algo recente, desconhece fatos históricos. Ao longo dos séculos, pensadores se esforçaram e se esforçam até os dias atuais, para compreender essa relação e apresentar possíveis soluções, vez que, a existência de duas visões de mundo, que em tese, precisam caminhar juntas. Desde o tempo da Antiga Grécia, fazia parte do debate as possíveis relações entre moral religiosa e moral estatal. Basta lembrar o exemplo vivido por Sócrates. Ao ser acusado de não acreditar nas divindades atenienses, o condenaram a morte. Tal condenação ensina que seus acusadores defendiam a necessidade de um pensamento religioso acoplado ao da vida política. Salientando, que para os gregos o “não acreditar” em suas divindades poderia colocar em perigo a cidade. Lembrando também, do comércio da fé promovido por eles. Nesse cenário, Aristófanes censurou os sofistas, pois, para ele, o relativismo propagado pelos mestres da retórica, criticando a...

EM CARTAZ

          No livro Entre a Ciência e a Sapiência: o dilema da educação, o professor Rubem Alves diz o seguinte: “Os ministérios administrativos cuidam do hardware do país. Eles lidam com a musculatura nacional. O ministério da educação tem a seu cuidado o software do país. Ele cuida da inteligência nacional. Seu objetivo é fazer o povo pensar. Porque um país – ao contrário do que me ensinaram na escola – não se faz com as coisas físicas que se encontram em seu território, mas com os pensamentos de seu povo”. Acontece que historicamente em Pindorama, majoritariamente quando se fala em reforma educacional, tem sempre como pano de fundo, sufocar as disciplinas ligadas ao campo das Ciências Humanas. Será que é apenas mera coincidência?      Um dos recentes ataques ao campo das humanidades foi realizado no Estado de São Paulo onde ocorreu a redução entre 35% da carga horária de Ciências Humanas nos últimos cinco anos, representando 2...