O ano de 2020, certamente não será
esquecido, pois o avanço da pandemia pelo mundo ganhou proporções inimagináveis.
Nem por isso, as questões eleitorais deixaram de existir. É bem verdade que
ocorreram mudanças no pleito, mas apesar de todo o quadro nefasto, os municípios
brasileiros elegeram seus vereadores e prefeitos.
Como é notório, ao término de cada
campanha eleitoral, se começa um rascunho do desenho para o próximo embate nas
urnas. Desde o ano de 1989, todas as eleições que ocorreram à Presidência da República,
o Partido dos Trabalhadores foi competitivo. Em alguns momentos sofrendo derrotas
e em outros vitórias. Nunca deixando de participar ativamente. Até mesmo na
última eleição presidencial quando no apagar das luzes apresentou um candidato
com todo o desgaste nacional que o partido vinha sofrendo, conseguiu ir para o
segundo turno, demonstrando que ainda é forte eleitoralmente. O aprisionamento
do seu líder mor deixou o PT abalado. Nem assim o partido esmoreceu. A luta
pela liberdade do ex-presidente tornou-se um discurso obstinado por parte dos
militantes, acreditando que a pressão popular teria capacidade de rever a
decisão judicial. Aquilo que aparentemente parecia irreversível acendeu uma luz
no fundo do poço. A recente decisão de um dos ministros do Supremo Tribunal
Federal entendendo que a Vara em Curitiba não era competente para julgar os
processos em que o ex-presidente Lula tornara-se réu causou um verdadeiro
pandemônio em meio à pandemia. Provocando naturalmente a antecipação da campanha
presidencial para o ano de 2022. Cada vez mais se especula se o ex-presidente
tentará voltar ao Planalto Central. Caso ele seja candidato, não poderá existir
quadro melhor para o atual presidente. A possível candidatura de Lula a
presidência, enterra a possibilidade de uma terceira via com caráter competitivo
e consequentemente com reais chances de vitória. Permanecendo o cenário em voga,
provavelmente o mais atingido será o ex-governador do Ceará o Senhor Ciro
Gomes. Bastou Lula ir as ruas para que o presidente nacional do PDT declarasse
através dos meios de comunicação que o partido teria candidato próprio, porém
em um eventual segundo turno apoiaria o candidato petista.
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