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Mostrando postagens de julho, 2014

FOGO AMIGO

  Quando o candidato à presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro, trouxe a ex-senadora Marina Silva para compor a chapa, é possível que em sua mente estivesse à ideia de que ela poderia trazer boa parte dos votos obtidos quando disputou em 2010. Entretanto, deve-se levar em consideração que, desde a primeira disputa presidencial depois de 21 de anos de militarismo, o único fato de transferência de quase 100% dos votos, só quem conseguiu foi Leonel de Moura Brizola para Lula na disputa do segundo turno em 1989. A composição da chapa pesa em alguns fatores relevantes ao histórico político nacional. Os Estados de Pernambuco e do Acre são pequenos colégios eleitorais, exercendo pouquíssima influência percentual. Vale lembrar, que marina Silva embora tenha obtido uma votação expressiva em 2010, sofreu derrota em seu Estado natal.      A filiação dos pertencentes à Rede ao Partido Socialista Brasileiro tem conotação de sobrevivência eleitora...

GENERALIZAÇÃO PERIGOSA

     Não é de hoje que se costuma dizer que o Brasil é o país do futuro. Mas se realmente é verdade a afirmativa, precisamos melhorar e muito em vários aspectos, ou estaremos fadados a um futuro catastrófico.      Tomemos como exemplo os jovens (fugindo as generalizações), vivem informados principalmente através da internet, onde facebook, twitter, sites e blogs, fazem parte da agenda diária de muitos deles. Tanto é que por estarmos em ano eleitoral, às redes sociais tem sido alvo de preocupação por parte dos candidatos, visando manter um diálogo constante com a referida parcela do eleitorado nacional. Acontece que boa parte deles são avessos as questões partidárias e aos problemas eleitorais.      Os embates nas ruas do Brasil, nos leva a ponderar algumas questões. Entre elas, a conduta dos manifestantes, onde em sua maioria composta por jovens, que embora estejam lutando por seus direitos, muitas vezes se quer pr...

PARTIDOS NAS RUAS

     Ninguém tem como negar a falta de credibilidade que goza os “representantes” do povo brasileiro, produzindo consequentemente uma aversão aos partidos políticos. O movimento que ganhou as ruas brasileiras o ano passado, reacendeu a necessidade de repensar a agenda administrativa dos governantes para com os governados. Na perspectiva weberiana, a saúde da democracia mede-se a partir do fortalecimento dos partidos políticos, sem eles, é praticamente impossível uma democracia consolidada. Acontece que, a variedade de siglas, patrocina a proliferação de um discurso de repúdio aos mesmos, como se o problema estivesse na quantidade e não na qualidade. Alguns deles funcionam com o afã de barganhar espaço nos governos que se alternam no poder, procurando visibilidade para aqueles que vivem apenas de interesses individuais.      Infelizmente, grande parte do eleitorado brasileiro, procura votar na pessoa e não nos partidos políticos, acreditan...