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Mostrando postagens de abril, 2026

VENDEDORES DE ILUSÃO

           O declínio do período dos mitos fez ascender o período do logos e, assim, aos poucos, a predominância passou a ser da razão, trazendo consigo um antropocentrismo acendrado. Não foi por acaso, que, a partir daí, os sofistas viveram seus momentos de apogeu ao perceberem que o sucesso na Pólis era inerente à capacidade de argumentar e, consequentemente, persuadir a plateia. Um bom argumentador, certamente, teria êxito nas assembleias realizadas nas praças.      Em dias atuais, embora seja percebida, de maneira cristalina a ausência de bons oradores, mas assim como os sofistas que não tinham preocupação com a verdade, mas apenas com o sucesso, na atualidade, no que não falta, são os vendedores de ilusão. Amparados nas pesquisas qualitativas, se apresentam com uma tipologia messiânica, mas, na verdade, emitem sons que provocam consequências semelhantes aos que escutavam o cantarolar das sereias.   Como indagação, pe...

O MODO PETISTA DE APOIAR

  O ano era 1988, quando Gilberto Vasconcellos em seu livro “Collor: a cocaína dos pobres: a nova cara da direita.”, alertara que Leonel Brizola era muito mais competitivo que Lula, mas o PT não aceitaria ser vice do político gaúcho e, assim, Fernando Collor, certamente, seria eleito, pois o candidato petista era um candidato mais fácil de ser derrotado em eventual segundo turno.      Ao longo dos anos, o PT foi demonstrando que sua prioridade e, quase que exclusividade, é ser o protagonista e nunca coadjuvante. Para tanto, basta apenas observarmos as composições construídas pelo partido da estrela, onde guardada as devidas proporções, sempre se posiciona como cabeça de chapa. Na mesma linha de atuação, geralmente, quando se fala em apoio, o Partido dos Trabalhadores é ótimo para recebê-lo, mas é difícil para apoiar. Será o motivo de alguns não concordarem com o nome apresentado para disputar o governo de Pernambuco pela   Frente Popular? Ou será que a in...

O FIM DE UMA ESCOLA

  Criada no ano de 1923, o Instituto de Pesquisa Social, popularmente conhecido como Escola de Frankfurt, surgiu na universidade alemã daquela cidade, procurando reinterpretar a sociedade vigente, utilizando a denominada Teoria Crítica, que buscou opor-se à teoria tradicional. Expoentes da referida escola, criticaram a razão instrumental, a sociedade capitalista e a cultura de massa, trazendo um novo conceito denominado de “indústria cultural.”       Refletindo com relação à dominação social, os pensadores frankfurtianos buscaram fazer uma abordagem que construísse a emancipação humana, amparada na interdisciplinaridade. Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Walter Benjamin, Erich Fromm, Max Horkheimer e Habermas, são considerados os principais nomes do Instituto de Pesquisa Social. Lembrando que Habermas é considerado da chamada segunda geração da Escola de Frankfurt.      Sendo representante da segunda geração, Habermas foi o último a f...