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Mostrando postagens de maio, 2018

DIVERGIR É CRIME

Durante o período medieval, a Igreja era detentora do poder espiritual e do poder temporal. Assim, “controlava” a fé das pessoas e as opções políticas. Havia um discurso visando justificar o crescimento dos hereges no seio da igreja, em que se responsabilizava as ideias dos filósofos gregos, embora a Patrística e a Escolástica tão bem procuraram unir fé e razão em uma perspectiva platônica e aristotélica respectivamente. Destacando-se Agostinho e Tomás de Aquino. Com o passar do tempo, a igreja criou a chamada Santa Inquisição, que em seu nascedouro visava corrigir os possíveis equívocos doutrinários. Assim diz Umberto Eco em sua obra O Nome da Rosa. Entretanto, mudou de proposta. Bastava divergir do que era defendido pela cúpula religiosa, para ser alcançado pelas penalidades impostas pela inquisição.      A Revolução Francesa deixou um legado na história ocidental. Provavelmente, o maior deles seja a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, ...

PROCURA-SE UM HERÓI

O cenário de incerteza com relação ao quadro eleitoral que vive o Brasil, deixa brecha para que aventureiros se apresentam como solução para os problemas nacionais. Fruto de uma sociedade que não tem como trajetória participar ativamente em busca de novos horizontes, a população brasileira ainda não percebeu e talvez jamais venha perceber, que as mudanças de uma sociedade, ocorrem com muita luta. Grandes e pequenas conquistas ao longo da história, só ocorrem por causa da luta de um povo. Não foi por acaso que Ihering disse o seguinte em sua obra A Luta Pelo Direito: “Todas as grandes conquistas que a história do direito revela – a abolição da escravatura, a servidão pessoal, a liberdade de aquisição da propriedade imóvel, a liberdade de profissão e de culto, só foram conseguidas após lutas renhidas e contínuas, que duraram séculos.”      A necessidade de heróis na sociedade brasileira, criou algumas personagens, com o intuito de preencher lacunas. Assim foi c...

ABSOLVIDO PELA HISTÓRIA

     Nascido em 1463, Giovani Pico Della Mirandola, foi um filósofo italiano e considerado um dos mentores do Renascimento. Em sua obra Discurso Sobre a Dignidade do Homem disse o seguinte: “Ao homem nascente o Pai conferiu sementes de toda a espécie e germes de toda a vida, e, segundo a maneira de cada um os cultivar, assim estes nele crescerão e darão os seus frutos. Se vegetais, tornar-se-á planta. Se sensíveis, será besta”. Assim é a dignidade humana, segundo o erudito italiano.      Ao tratar do tema da dignidade humana, assim pensou Kant: “O que tem preço pode ser substituído por alguma coisa equivalente; o que é superior a qualquer preço, e por isso não permite nenhuma equivalência, tem dignidade”. Assim é possível entender que dignidade não tem preço. No que tange ao mundo jurídico, o debate com relação ao que se entende por dignidade é algo complexo, vez que, assim como na filosofia, também está ligada ao campo da subjetividad...