Durante o período das eleições municipais
do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas
pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades,
dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei, à época, da
candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com
entidades que se preocupam com patrimônio histórico local. Na oportunidade, ouvi da candidata que o
diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele
momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência
com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento,
nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer
resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela
fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber
do caso. Entretanto, a resposta que recebeu, oriunda do Palácio dos Governadores,
é de que não havia nenhuma solicitação da parte do Instituto Histórico da Marim
dos Caetés. Fizemos questão de retrucar e de reafirmar que a solicitação
existia e que se soubéssemos que a resposta seria aquela, teríamos levado a
cópia do documento. Ao término da sabatina, a candidata mais uma vez se
comprometeu em resolver a demanda.
Sendo vitoriosa nas urnas, a atual
prefeita voltou ao estúdio da Rádio Folha FM com a finalidade de apresentar a
programação momesca. Fora do ar, a entrevistadora Betânia Santana, perguntou à
chefe do poder executivo municipal, sobre o que eu havia cobrado durante as
duas sabatinas. A prefeita foi enfática ao responder que aguardava por mim. Ao
tomar conhecimento, fiz contato com o assessor especial de imprensa da prefeita
e de maneira bastante gentil, em nenhum momento se furtou em querer resolver a
querela. Entretanto, como a formação da agenda não lhe compete, até o momento
não obtivemos resposta.
Hely Ferreira é
cientista político e membro do IHO.
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