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CENÁRIO ELEITORAL

 

 

 

     As recentes pesquisas divulgadas pelos meios de comunicação com relação à disputa a Presidência da República para o próximo ano, remete-nos a tentarmos observar algumas lições. Antes de tudo, é bom lembrar que a pesquisa mostra a tendência do momento. Assim sendo, ela reflete o quadro atual. Não necessariamente significa que permanecerá até o ano de 2022. Há uma dinâmica onde as peripécias, não raras às vezes, podem decidir o resultado eleitoral.

     Os dois institutos de pesquisas, apontam percentuais diferentes, mas ambos apresentam o ex-presidente Lula com uma pequena vantagem no primeiro turno com relação ao atual presidente e uma posição mais confortável para o candidato petista em um eventual segundo turno. Tendo como ponto de apoio a não possibilidade do quadro sofrer alterações. Devemos observar as seguintes variantes: a primeira delas é que estariam as eleições presidenciais do próximo ano, retomando o discurso polarizado? Permanecendo assim é o maior desejo do ex-presidente e do atual, pois inviabilizaria qualquer possibilidade real de vitória de uma terceira via. Por outro lado, a pesquisa apresenta que parte do declínio de aceitação do atual presente encontra-se ligado diretamente a forma com que ele “administra” a pandemia. E aí, o resultado das eleições nos Estados Unidos deve servir de exemplos para nós. Procurando refletir com relação ao quadro que se avizinha desprendido de elucubrações ou até mesmo de obstinação para com qualquer candidato, facilmente se percebe que em um eventual segundo turno o atual presidente seria derrotado. Acontece que desde que a reeleição foi introduzida na Constituição como Pilatos no Credo, quem ganhou no primeiro turno repercutiu o sucesso no segundo turno. Até aí nenhuma surpresa. Porém, se o atual presidente não conseguir ser reeleito, estaremos diante de um novo fato na história política nacional, já que todos que disputaram o segundo surto saíram vitoriosos.

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