“Não
quero alguém que morra de amores por mim. Só preciso de alguém que demonstre em
pequenos gestos que gosta de estar ao meu lado”. (Mário Quintana)
Em 1516, Thomas More apresenta ao mundo o
seu tratado filosófico intitulado Utopia. Nele há o desejo de abolir a
propriedade privada e a intolerância religiosa entre os habitantes da ilha.
Guardada as devidas proporções, o Brasil
vive em um cenário semelhante em que uma coisa é a política ideal, outra é a
real. No mundo do ideal, vem se falando na possibilidade de que no próximo ano
as eleições presidências aparecerá uma candidatura denominada de terceira via,
visando tolher a frequente polarização entre os dois possíveis candidatos que
lideram até o momento todas as pesquisas de intensão de voto.
O surgimento de uma terceira via, não deve
ser fruto de um laboratório eleitoral, mas de uma agenda programática em que a
candidatura apresente propostas exequíveis, procurando montar um projeto de
governo e não um projeto de poder com o intuito apenas de obter êxito nas
urnas. Infelizmente, o Brasil sofre com a falta de uma agenda responsável e que
seja inclinada a ouvir as necessidades da população. Via de regra o clamor das
ruas serve apenas para coleta de dados em pesquisas qualitativas para os candidatos
montarem seus programas. Sendo os mesmos, sabedores de que boa parte das propostas de campanha, estão bem distantes de
contemplarem as reais necessidades da população.
O não fortalecimento de uma terceira
candidatura competitiva é o sonho dos dois principais possíveis candidatos.
Sendo assim, ficarão sempre com os holofotes midiáticos inclinados para ambos.
Com efeito, a mesma se quiser apresentar propostas responsáveis, deve evitar o
comportamento D. Sebastianista que acompanha a história política do país. Por
aí, já estará dando grande contribuição ao processo de amadurecimento do
eleitorado brasileiro.
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