“Amor
próprio também é reconhecer que você merece coisa melhor e se afastar”.
(Autoria desconhecida)
Ao ser derrotado nas urnas em1988, tendo
como candidato a reeleição, o então governador o Senhor Miguel Arraes de
Alencar, para muitos, ali seria o fim de um ciclo. Acontece que em 2006,
contrariando os “pitaqueiros” em eleições, a Frente Populista estava de volta.
Agora com um candidato jovial na idade e também nas ideias, o Senhor Eduardo
Henrique Acioly Campos. É bem verdade, que com o apoio incomensurável do Governo
Federal sua administração impulsionou Pernambuco. Muito habilidoso, aos poucos
foi se firmando como uma liderança na região e sempre com o olhar voltado para
o cenário nacional. A partir de 2002, que o PT estava à frente da Prefeitura da
Cidade do Recife, mas de repente a hegemonia petista foi abalada por uma
candidatura oriunda do Palácio do Campo das Princesas. Sendo exitosa, iniciou-se a hegemonia do PSB. Agora tinha
além do governo de Pernambuco, também passaria a comandar a capital do Estado.
Mas em 2014, o então governador de Pernambuco resolve voar de maneira
altaneira, partindo para disputa presidencial. Lamentavelmente, seu projeto foi
tolhido pelo trágico acidente aéreo que ocorreu com ele e sua comitiva de
campanha. E para quem acredita em coincidência, na mesma data em que faleceu o
seu avô.
Sem querer tirar os méritos do candidato
do PSB ao governo de Pernambuco, o trágico falecimento do principal líder
impulsionou a campanha que até então, segundo as pesquisas de intensão de voto,
não apresentava bom desempenho. O fato é que atual governador eleito em 2014 e
quatro anos depois, embora tenha sido reeleito, obteve uma votação inferior.
Em 2020, mais uma vez no cenário municipal
do Recife, a disputa acirrada ficou entre o PT e o PSB, onde o Partido
Socialista Brasileiro saiu-se vitorioso. Acontece que com relação ao próximo
ano, muito se tem especulado com relação aos possíveis nomes que serão postos
para uma eventual disputa ao governo de Pernambuco. Para tanto, acreditamos ser
necessário ponderarmos algumas questões: a primeira delas, é que por mais desgaste
que venha existir na administração do PSB, e é natural que exista pelo período
duradouro no comando estadual, a oposição deve levar em consideração que
fatalmente haverá um discurso nacionalizador. E é aí, onde talvez esteja o
grande problema, já que as pesquisas apontam a pior avaliação do governo
federal tem sido justamente na região nordeste. Caso permaneça assim, o
candidato que tiver o carimbo do Planalto Central terá poucas chances de
vitória, salvo se não tiver relação com o Governo Federal; o segundo fator é
que historicamente, Pernambuco, salvo melhor juízo, nunca elegeu pelo voto
direto, alguém que não tenha como base eleitoral principal a Região
Metropolitana. Estatística existe para ser quebrada e levada em consideração.
P.S. Faleceu Aristides
Filho. Primo e amigo.
Comentários
Postar um comentário