A chegada do COVID-19, mudou a rotina de todos nós. A demora ao retorno a uma possível normalidade, está ligada diretamente a falta de um planejamento em que seja
encarada como prioridade à vida. Há aqueles que defendem que o principal deve ser com a economia e que por isso, os centros comerciais devem funcionar normalmente, mesmo que o índice de contaminação
venha ocorrer em maior escala. Portanto, o lema é o seguinte: salve a economia, mesmo que a população morra!
Depois de cumprir o isolamento social de maneira responsável, aos poucos, a Alemanha tenta viver como antes. Para tanto, resolveu reiniciar o campeonato de futebol depois
que o número de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus diminuiu significativamente. Alheio aos critérios adotados, alguns clubes de futebol localizados no estado do Rio de janeiro, andaram se mobilizando
para o retorno a prática esportiva. Pelo o que se percebe, o intuito tinha como principal meta, salvar a economia dos clubes. Tanto é que na proposta de retorno aos estádios, o grupo defendia que fosse
permitida a ocupação de 50% da capacidade do local da partida. Admitamos que a proposta salomônica fosse acatada pelos órgãos competentes. Provavelmente, ocorreria um índice altíssimo
de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. Será que seria possível evitar os abraços dos torcedores quando o seu clube fizesse um gol? Seria respeitado certa distância entre os torcedores
para assistirem à partida? Via de regra, somos um povo que fugimos das formalidades. O prazer em não cumprir regras, faz morada no imaginário popular brasileiro. Ou será fruto do acaso, em que parte
da população costuma ovacionar comportamentos como o do João Grilo e Macunaíma? São atitudes assim, que demonstram o quanto muitos não tem o melhor respeito pelo o outro. O princípio
da alteridade tão decantado por Feurbach, passa bem distante. Na verdade, o desejo é criar uma nova modalidade esportiva onde morrer é o objetivo.
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