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EU TENHO QUE IR EMBORA




  Nos primeiros meses do atual governo, o senhor Ricado Vélez quando então ministro da educação, foi convocado para esclarecer com relação agenda da sua pasta aos membros do Poder Legislativo. Na ocasião, um parlamentar pernambucano afirmou que casso corresse a troca do titular da pasta, temia que o sucessor fosse pior do que ele. Infelizmente, não errou. O ministro que o sucedeu pode ter aptidões para outras funções, mas jamais para ser ministro da educação.
  Com um dos maiores orçamentos do país, o ministério da educação sendo gerido por alguém competente e o chefe mor deixar, tem tudo para causar um impacto positivo na sociedade. Lamentavelmente, o que se viu foi o titular da pasta se portando muito mais como um péssimo humorista do que como titular de uma pasta tão importante de qualquer governo sério. Além de que, carregava sobre si um fantasma ideológico, que aliás, também se faz presente na psique do líder mor.
  O ministério passou a ser utilizado não como o responsável em avaliar e melhorar o quadro educacional do país, mas para fazer uma espécie de patrulhamento ideológico, que segundo o ex-ministro se faz presente nas instituições de ensino principalmente as pertencentes ao âmbito federal. Aliás, não é de hoje que a pasta vem sofrendo com mãos divorciadas da sua importância.
  Depois do vídeo mostrado ao país em que o ex-ministro sugere encarcerar os ministros do STF, deixou claro que seu papel na pasta nunca foi desenvolver um projeto educacional para o país, mas alimentar a agenda do ódio que reside de maneira tenaz no Planalto Central. Agora que se encontra fora da cúpula governamental, seus aliados encontraram um guarda chuva semelhante ao do vídeo que ele gravou, visando protegê-lo da tempestade que o cerca, oriunda do STF , em que seu nome se faz presente no inquérito das famosas Fake News. Para tal, arrumaram a velha prática do jeitinho, dando-lhe um presente público fora do país. Maneira encontrada para evitar uma possível prisão.

P. S. Como perguntar às vezes ofende, segue a seguinte pergunta: de quem é a competência no Direito Brasileiro para requerer a extradição de alguém?

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