Embora não exista universalidade com relação ao que seria liberalismo, o denominado liberalismo clássico surgiu no século XVIII, defendendo de
maneira tenaz a liberdade no campo político. Na chamada segunda fase do liberalismo, durante o século XIX, passou um momento de crise onde o individualismo clássico dava sinais de procurar defender uma
única classe de cidadãos.
Contrariando o liberalismo, surge o socialismo, afirmando que o Estado é parte da superestrutura da classe dominante, promovendo cada vez mais a desigualdade econômica.
Na tentativa de unir o liberalismo com o socialismo, surge a denominada socialdemocracia. Em seus primórdios defendeu intervenção econômica do Estado.
Na verdade, um tipo de transição para o socialismo sem a necessidade de uma revolução. Por isso, Kautsky afirmou que “a Socialdemocracia é um partido revolucionário e não
um partido que faz revoluções”.
Quando se pensa em teoria política, alguém já disse que nenhuma delas podem ser aplicadas no Brasil. Basta olharmos para os partidos políticos nacionais.
Em recente entrevista a um programa de T V de penetração nacional, o primeiro deputado federal brasileiro com 100% de incapacidade visual (Felipe Rigoni), vem se destacando no Congresso Nacional. Dono de uma mente brilhante, o parlamentar já foi filiado ao PSDB, mas foi eleito em 2018, pelo PSB. Em um dado momento da entrevista, respondeu que sua posição
econômica está atrelada as ideias liberais. Se tratando de Brasil, tudo é possível. Não é debalde a caldeirada de siglas partidárias, onde o principal ingrediente não
é a questão ideológica, ou programática, mas a filiação de grande parte dos políticos. Infelizmente, muitos se filiam a algum partido por questões de sobrevivência
eleitoral, pois se quer conhecem quais a principais bandeiras defendidas pelo partido.
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