O crescimento de governos ditatoriais em parte do Leste europeu, provocou o desejo em se encontrar uma definição com relação ao funcionamento dos novos governos.
Surgindo questões que necessitavam de respostas como as seguintes: qual sistema eleitoral deveria ser adotado? Até que ponto seria respeitado a separação e independência dos poderes? O chefe
de Estado, também seria chefe de governo? Todos os desafios apresentados, eram ligados diretamente ao funcionamento das instituições.
Todos os países e principalmente os democráticos, possuem organizações políticas que não são frutos do acaso. Certamente, foram
influenciados por outros. Como exemplo, basta mencionarmos a Constituição portuguesa de 1976, que foi inspirada no semipresidencialismo da Constituição francesa de 1958.
Em Sucupira, desde 1824, que se elege os deputados. Até 1880, o sistema adotado para eleger os deputados, eram dois níveis. No ano de 1881, o critério
de escolha passou a ser direta. Na primeira República, os três sistemas eleitorais adotados, prevaleceu o majoritário.
A grosso modo, percebe-se as tentativas de encontrar um modelo que melhor se adéque a realidade do país. Vale salientar, que nenhum deles é perfeito. Assim,
sempre existirá quem questione o modelo aplicado. O problema é quando o questionamento tem o intuito em deslegitimar o resultado das urnas, pelo fato do mesmo não corresponder, ou não ter correspondido
ao que se tem como alvo.
As recentes declarações do presidente da República, de que ocorreram fraudes no pleito de 2018, caso seja comprovado, o caminho natural é a realização
de uma nova eleição. Do contrário, não passa de mero sofisma.
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