Ao longo dos séculos a relação entre fé e razão (ciência), sempre teve suas dificuldades, até mesmo entre os pensadores da patrística
e os da escolástica que tentaram uni-las. De um lado o pensamento religioso, recheado de dogmas e consequentemente de verdades absolutas. Do outro lado, a ciência cheia de interrogações e amparada
no empirismo para responder as possíveis dúvidas.
Embora não seja unânime, há cientistas de campos diversos que criticam as respostas que a religião procura apresentar, por julgar as mesmas desprovidas
de comprovações científicas. Inconscientemente, ou não, procuram transformar as respostas científicas em algo dogmático e consequentemente inquestionáveis.
Entre religião e ciência com todos os entreveros, vai se vivendo. O grande desafio é como conviver e combater o achismo. Principalmente, quando seus adeptos
se comportam buscando colocá-lo acima de qualquer coisa. Chega ser uma luta desigual, pois o “achólogo” se utiliza simplesmente de suas convicções ou de outrem que ele julga ser verdadeira,
sem passar pelo crivo da razão e não rara às vezes da fé.
Imaginemos alguém que procura conduzir sua decisão pelo mundo da ciência, tendo que se submeter ao achismo de alguém que julga ser um (a) personagem
acima do bem e do mal. Alguém poderá fazer o seguinte questionamento: qual, ou quais razões levam os “achólogos” rejeitarem à ciência? Diante do cenário atual, parece
que a maneira de esconder a fragilidade dos argumentos é atacar todo o trabalho de todas as áreas da ciência.
P, S. Como perguntar àsvezes perguntar ofende, segue a seguinte indagação: o art. 85, II da nossa Carta Política, foi revogado?
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