O chamado período pré-socrático deu ao mundo uma gama de
especulações com relação a origem das coisas. Filósofos da época, tinham como
alvo explicar o princípio de tudo. Partindo dessa leitura, várias teorias foram
defendidas. Existia quem dissesse que o princípio estava na água, no fogo, no ápeiron,
no ar. Mas Pitágoras defendeu que estava nos números.
Não é nosso
propósito, demonstrar quem realmente teria ou tem razão, mas a relevância do
que foi defendido por Pitágoras. A recente pesquisa de intensão de voto com
relação a disputa pela prefeitura da cidade do Recife, nos apresenta algumas
lições. Uma delas, é que o eleitor continua escolhendo o seu candidato muito
mais por questões pessoais, que por questões partidárias. Operações como a
lava-jato e turbulência até o momento, não respingaram nos candidatos em que os
partidos aparecem como os principais alvos. Outra lição, é que os números
demonstram que caso continue nesse patamar, a possibilidade de segundo turno
torna-se cada vez mais possível.
Nunca é demais
recordar que os dados de uma pesquisa eleitoral refletem um momento, não
significando que não seja possível sofrer alterações, vez que, se trata de algo
extremamente volátil. Acontece que não se deve menosprezar os percentuais, eles
servem como balizamento para o bom desempenho de uma candidatura,
principalmente, aos moldes em que a legislação foi posta para 2016. Assiste
razão o mestre Pitágoras quando afirmou que o princípio de tudo está nos
números. É possível que não seja de tudo, mas no que diz respeito às questões
eleitorais, os números têm muito a nos ensinar.
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