A narrativa bíblica do Velho Testamento, conta que um dos
mandamentos recebidos por Moisés foi de que não se deveria usar o nome de Deus
em vão. Acontece que ao longo dos séculos, muitas práticas horrendas
aconteceram na história da humanidade e boa parte dos seus patrocinadores,
usaram o nome de Deus para justificar suas atitudes. A desobediência do
mandamento se estende de várias maneiras, como canções e anedotas. Não é de
hoje que grande parte do Ocidente passou a desconsiderar qualquer coisa que
esteja ligada ao campo da religiosidade, mas valoriza práticas que eram
refutadas por grandes ideólogos como o relativismo criticado pelo mestre
Platão.
Depois de uma
infinidade de audiências com oitivas de testemunhas arroladas pelas partes,
finalmente aconteceu o julgamento da Senhora e agora ex-presidente Dilma
Rousseff. Engana-se quem acredita que com o impeachment os problemas estarão resolvidos, a não ser
que recorra aos Produtos Tabajaras. Mergulhado em uma crise histórica, o governo
brasileiro precisa urgentemente ganhar credibilidade perante o povo.
A cessão de
admissibilidade do impeachment na Câmara Federal, foi um verdadeiro espetáculo
humorístico, promovido por uma parcela significativa dos que são legitimados
para representar o povo. Com relação ao processo recebido no Senado, foi visível
a famosa frase do Cardeal Richelieu ao afirmar que “traição em política é uma
questão de tempo”. Confesso que de todos os atos praticados no Congresso
Nacional o que chamou-me mais a atenção, foi justamente nos dois últimos dias
da cessão imparagonável. A primeira delas, foi a fala por parte de um dos
representantes da bancada da acusação, ao dizer que foi Deus que mobilizou o
povo; a segunda foi por parte de um Senador que se diz cristão, cantar a música
Vá Com Deus! Ora, salvo melhor juízo, acredito que ambos violaram o quarto
mandamento.
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