A priori,
precisamos de maneira didática separar as palavras laico e laicismo, pois é
comum utilizarem como se fossem a mesma coisa. Laico tem origem grega,
significando povo de vida profana. Hoje quando se utiliza a expressão Estado
laico, estamos querendo dizer que o mesmo não adota uma religião oficial. Vale
salientar, que foi a partir do século XIX, que passou a ser aplicada a pessoa
ou organização sem religião.
No que tange ao
laicismo, sua origem está no Secularismo francês, tendo a ideia em rejeitar
qualquer influência da Igreja em questões públicas. Ao se falar em separação
entre Igreja e Estado no Brasil, um ano antes da primeira Constituição Republicana,
já havia ocorrido.
Pensar na relação
entre religião e política do Brasil, não há como renegar como era antes de
1964. O protestantismo histórico tinha uma participação mais ativa na vida
social do país. Mas com a mudança de governo, em 01 de abril de 1964, aos
poucos foi mudando, onde muitos aderiram ao novo modelo político do país e uma
minoria se dividiu entre os que preferiram o anonimato e os que adotaram a
oposição como postura. O catolicismo romano de início apoiou (sem generalizar),
mas depois de sofrer na pele, principalmente a ordem dos dominicanos, a maioria
dos seus líderes adotaram uma conduta de antagonismo para com o regime.
O quadro atual é
bastante confuso, há até quem chame um grupo de parlamentares de Bancada
Evangélica, quando na verdade é uma Frente Parlamentar. Confundem Estado laico
com ateísmo, defendem uma religião inclusiva, mas ao mesmo tempo clamam por
liberdade, mas só aquela que lhes convém. Se dizem defensores da liberdade de
opinião, mas querem sufocar qualquer palavra contrária ao que defendem.
P.S. Este artigo é um resumo da palestra proferida no
Silogeu, localizado no Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo
Antão.
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