A idéia de colocar
o homem segregado não é nova, mas com o passar do tempo buscou-se uma melhor
condição em respeito à dignidade humana. Entretanto, o retrato das prisões e
penitenciárias brasileiras, reporta-se a um momento histórico onde a barbárie
era o que prevalecia.
Boa parte da mídia
brasileira e em especial os chamados programas policiais, tentam incutir na
mente da população, que existe um grande índice de impunidade para quem pratica
algum tipo de delito e entendem que o caminho é colocá-los na clausura. Acontece
que o Brasil possui a quarta maior população carcerária do mundo e a segunda
dos países chamados de democráticos. De modo que, argumentar que aqui não se
prende é no mínimo um discurso falacioso.
Há aqueles que
gostam de dizer que os presídios e as penitenciárias daqui são verdadeiros
hotéis. Mas quem assim afirma, não quer se hospedar nem por alguns minutos. Na
verdade, o que existe é um descaso do poder público com relação ao princípio da
dignidade humana. Não que o homem seja algo maravilhoso, mas isso não justifica
a indiferença do Estado. Lamentavelmente, ainda prevalece à idéia de quem
cometeu algum delito deve ser jogado na masmorra e ser tratado como um animal
feroz, que nem mesmo quando os circos quando podiam dispor de feras, tratava-os
assim. Ao que parece, falar em dignidade humana restringe-se aos debates
acadêmicos. Na prática o que prevalece é o discurso hobbbesiano, onde “o homem
é o lobo do próprio homem”.
Comentários
Postar um comentário