Desde que nossa
Carta Política recepcionou eleições em segundo turno para cargo executivo,
alguns fatos merecem uma reflexão mais profunda. Às vezes em que a disputa
presidencial foi decidida no segundo turno, o candidato que saiu vitorioso no
primeiro, também ganhou no segundo. Historicamente, todos os candidatos que
foram para o segundo turno como o mais votado no primeiro turno, obtiveram no mínimo
44% dos votos válidos. Dando-lhe certa tranqüilidade para o segundo turno.
Acontece que, a disputa presidencial de 2014, suscitou lições históricas. A
senhora Dilma embora tenha ganho no primeiro turno, foi para o segundo com 42%
(arredondando os números) dos votos válidos, demonstrando que o país estava dividido e quem saísse vitorioso
precisaria antes de tudo habilidade para arrefecer os ânimos. Acontece que a
presidente não possui esse perfil, pelo contrário, sua conduta geralmente é de
alguém impávida. Talvez seja um dos motivos de vivermos um momento tão nefasto.
Em contra partida,
temos um Congresso Nacional com espírito nada republicano. Pelo contrário,
torce pelo quanto pior melhor, assim, tem o que dizer. O que se pode esperar de
um país em que seus governantes pensam muito mais em seus projetos pessoais do
que em algo que realmente venha favorecer as expectativas depositadas nas
urnas. O momento de crise econômica em que vive o Brasil é muito mais fruto do
resultado do pleito do ano passado do que qualquer outra coisa.
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