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ABSOLUTISMO TUPINIQUIM

     Quando nascemos somos “convocados” a aprender pelo método persuasivo. O Estado entende que deve ser a primeira forma de aprendizagem para se viver em sociedade. Assim, construímos dentro de nós valores que ao longo dos anos serão aprimorados em nossa agenda diária. Porém, caso o estado entenda que não estamos corroborando das suas propostas, procurará aplicar o método coercitivo, buscando através do mesmo garantir a sua perspectiva de vida que ele julga ser a melhor. Foi justamente a coerção que fez nascer absolutismo na historia da humanidade e o francês foi o que ganhou maior notoriedade, coagindo a quem não se dobrasse ao seu poderio.
      Entre os governantes absolutistas, talvez Luiz XIV tenha sido o que melhor representou a maneira draconiana de governar. Não foi debalde que disse: “O Estado sou eu”. Embora atualmente vivamos um novo momento da história, onde a liberdade de expressão tem sido cada vez mais valorizada, mesmo assim, existem aqueles que travestidos de democratas se comportam de maneira absolutista. Ter acesso ao poder é suficiente para se comportar de maneira atroz, principalmente para com aqueles que não se dobram aos encantos do poder. Acreditam que coagindo as pessoas conseguirão tolher qualquer manifestação que contrarie seus interesses. Não sabem conviver com o contraditório, pelo contrário, procuram métodos naturais ou escusos visando garantir seus projetos pessoais. Seria bom que aprendessem com Nélson Rodrigues quando afirmou que: “Toda unanimidade é burra”.


     

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