Recentemente, os meios de comunicação
deram bastante ênfase ao projeto chamado de “Lei da Palmada”, onde a
ex-apresentadora e ex-modelo Xuxa Meneguel compareceu a cessão dando apoio aos “baixinhos”.
Para surpresa dos presentes ao recinto, um
dos deputados da bancada pernambucana, o parlamentar pastor Eurico, filiado ao
PSB e membro da Assembleia de Deus protagonizou uma cena inusitada, ao afirmar
que Xuxa causou dano às crianças ao contracenar em um filme erótico com um
adolescente.
Fruto do pandemônio causado, o deputado
socialista foi afastado pelo seu partido da comissão que discute a “Lei da
palmada”. Ora, o parlamentar está equivocado em relação ao comentário que fez?
Xuxa é realmente alguém em que as crianças devam se espelhar? Ou será que
estamos vivendo em uma sociedade, onde reivindicar valores tornou-se algo
banal?
Em ano eleitoral tudo é possível, e o
antagonismo faz parte constantemente da agenda partidária, pois não faz muito
tempo que o pré-candidato à presidência da República do partido ao qual o
deputado é filiado, declarou ser contrário ao aborto, mais silenciou em relação
à medida adotada em afastar o parlamentar assembleiano da comissão. Parece-nos
que durante o pleito, o poder sobrepuja tudo inclusive o pudor.
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