Relatos históricos afirmam que foi através dos
sofistas quando a atividade do ensino se tornou remunerada. Daí em diante,
estudar foi se tornando algo caro.
Em um passado não muito distante, ser
professor (a) no Brasil era algo visto com bons olhos, não apenas por causa do
salário, mas também, pela forma respeitosa com que eram tratados os educadores.
Havia imponência e respeito pelos
mestres, algo quase inexistente na atualidade. Fruto de uma sociedade recheada
de inversões de valores, parte dela não nutre nenhum respeito por quem se
dedica ao magistério. Na verdade, os que labutam no campo da educação,
geralmente são encarados como alguém, cujo “sucesso” não costuma visita-lo.
Em uma sociedade fascinada pelo
pragmatismo, dedicar-se ao ensino não soa como algo vantajoso, tanto é que o
decréscimo de alunos matriculados nas licenciaturas tem proliferado e assim,
corre-se o risco em um curto espaço de
tempo, algumas disciplinas se quer terão quem as lecione nas escolas.
Observando o problema, o governo federal recentemente, resolveu criar um incentivo
para diminuir a evasão de alunos que se arriscam matricular-se em uma
licenciatura. Porém. A medida não é suficiente para sanar a evasão das
licenciaturas. Acreditar que será resolvido exclusivamente pelo campo econômico
é desconsiderar outros fatores que contribuem para o problema.
Hely Ferreira é cientista político.
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