Embora majoritariamente o eleitor
brasileiro escolha seus candidatos pelo campo pessoal e não partidário, depois
da eleição presidencial de 1989, a predominância da disputa ficou entre o PSDB
e o PT. Sofrendo alteração na eleição de 2018, quando o embate se deu entre o
PT e o PSL. Acontece que para os que gostam de colocar rótulo nas pessoas, os
candidatos são considerados um de direita e o outro de esquerda,
respectivamente.
Na eleição para o Planalto Central em
2022, mais uma vez a disputa se deu entre os mesmo candidatos, lembrando que o
candidato alcunhado de direita ou extrema direita como outros preferem chamar,
filiou-se ao PL. Embora estejamos em um ano pré-eleitoral, o acirramento pela
disputa já começou e para muitos, se quer tenha havido alguma trégua. Basta
observamos os discursos acalorados entre governistas e opositores.
Os anos vão se passando e a curto e médio
prazo não se consegue vislumbrar, pelo menos até o momento, um nome
competitivo. Engana-se quem acredita que os dois principais adversários se
queixem. Pelo contrário, para sobrevivência eleitoral de ambos, quanto menos
surgir uma terceira via, melhor para encontrarem caminhos visando perpetuação
na política nacional.
A ausência de novos quadros nacionais
enfraquece os dois principais grupos políticos, onde de um lado a chamada
esquerda não possui um quadro que demonstre competitividade. Da mesma forma, a
denominada direita história, encontra-se órfã de novos quadros. Sabe-se muito
bem, que parte dos eleitores tanto de um lado como do outro, votaram não por
questões de convicção, mas puramente de conveniência, formando uma gama de
eleitores motivados pelo maniqueísmo e que não tendo outra alternativa no
segundo turno, o critério adotado foi quem seria menos ruim e qual deles
poderia afetar de maneira tenaz aquilo que julgam ser melhor. Sendo assim, quanto mais persistir a
celeuma entre Lula e Bolsonaro, mas eles se fortalecem no imaginário popular.
Hely Ferreira é cientista
político.
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