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GRANDE NA VOZ

 

Era 05 de dezembro de 2013, quando Leny Andrade fez uma majestosa participação em um show do cantor pernambucano André Rio, realizado no Teatro de Santa Isabel, localizado na cidade do Recife. Recordo-me de quando entrou no palco, meu filho disse o seguinte: “ela é pequena no tamanho, mas é grande na voz”.

     Desde o período da minha adolescência, passei a admirar o trabalho de Leny Andrade. Com carreira fincada e ovacionada no México, Estados Unidos e Europa, a mesma era a maior cantora brasileira de jazz. Seu falecimento, com certeza, produz uma lacuna profunda aos que admiram a verdadeira MPB. Recentemente, conversando com uma pessoa do meio artístico, discorríamos de que o Brasil vem perdendo nos últimos tempos grandes nomes da verdadeira música nacional. Algo preocupante, vez que, lamentavelmente, não se vislumbra o surgimento de nomes da mesma envergadura. Pelo contrário, o que se tem produzido em grande parte, são simulacros de cantores, gerados pela indústria cultural. Na verdade, são artistas que bem se encaixam com o título da música de maior sucesso do Hermes de Aquino.

     Infelizmente, a morte de Leny Andrade deixa o Brasil mais pobre culturalmente.

 

P.S. O falecimento de Doris Monteiro aumenta o vazio musical brasileiro.

 

Olinda, 25 de julho, 2023.

Sem ódio e sem medo.

Hely Ferreira é cientista político e músico.

 

 

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