Formado em medicina pela Universidade de
Havard, no ano de 1870, Willian James é considerado o Pai do Pragmatismo
moderno. Desde cedo, percebeu que a linguagem “árida” do hegelianismo não
renderia frutos ao que pretendia. Para tanto, escreveu várias obras, entre as
quais, destacamos O Significado da Verdade (1909), onde expressou com altivez
suas ideias. Herdou do genitor o misticismo, algo que se tornou inerente na sua
maneira de encarar o mundo. Forjado na escola francesa, repudiava o
obscurantismo se convencendo que a metafísica oriunda do pensamento alemão, era
algo que fugia da realidade. Com efeito, encontrou amparo em suas ideias ao se
deparar com os arrazoados de Charles Peirce, na Popular Science Monthly,
tratando de “Como Tornar Claras as Nossas Ideias”. Segundo o autor, para
encontrarmos o significado de uma ideia é necessário examinar as consequências
que nos leva à ação. Foi assim que James concluiu que a verdade é um processo,
e acontece a uma ideia; e a veracidade nada mais que a confirmação. Conclui-se
que ele não estava preocupado com a origem das coisas, mas se o método
utilizado alcançaria o objetivo desejado.
Quando se trata de Pragmatismo na religião
na idade moderna, certamente sua origem reporta-se a um pelagiano, chamado Charles Finney. Foi por seu
intermédio, que surgiu o banco dos ansiosos, precursor da prática em se fazer o
convite para as pessoas “aceitarem Jesus”. Algo que até o início da década de
1820, não existia. Daí foi um passo para adentrar práticas que estão bem
distantes do que se denomina cristianismo, na vertente oriunda do
protestantismo. Como se não bastasse todo o modismo da Marcha Pra Jesus, agora
no período das festividades juninas, criaram uma noite para música gospel. Na
verdade, deveria ser chamada de “Canjicada” pra Jesus. Qual será a próxima
invenção, em nome da fé?
Olinda, 22 de junho de 2023.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista político.
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