O relato do livro de
Gênesis, descreve que os primeiros habitantes da terra, viviam em um paraíso
onde a felicidade fazia parte da agenda diária. Mas a partir da desobediência
para com o Criador, como penalidade aplicaram-lhes o sofrimento. Assim, a
alegria perene se tornou algo não mais constante, levando o indivíduo a uma
busca incessante por ela. Que nos diga o eudonismo.
O mestre Aristóteles, via na felicidade
uma necessidade que se alcança mediante o exercício da virtude, já que ela deve
ser considerada o maior dos bens. O fato, é que todos vivem na busca constante
da felicidade. Não foi por acaso que o poeta Vinícius de Moraes afirmou que
“tristeza não tem fim, felicidade sim”. Na procura por ela, Aldous Huxley na
sua obra mais popular, apresenta uma sociedade em que todos são obrigados
encontrar o caminho para ser feliz. Para tanto, existe o Soma, possuidor do
poder de expurgar qualquer tipo de tristeza.
No mundo irreal em que vivemos, onde o
sucesso é cobrado constantemente, a ausência do mesmo faz do ser humano alguém
incapaz. Daí o eterno desafio pelo sucesso e quem não o alcança é visto como
fraco e incompetente. Entendem que o sucesso é sinônimo da felicidade. Acontece
que o indivíduo pode ser considerado um virtuoso e mesmo assim não ser feliz.
Olinda, 20 de maio de
2022.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
Excelente !!!! Essa semana me deparei com um conflito, quis tanto fazer algo e assim realizado, ainda estava triste !
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