Pular para o conteúdo principal

O LEGADO DA NOSSA HISTÓRIA

 

 

 

     Apesar de muitas controvérsias, majoritariamente se conta que Pernambuco se comportou de maneira rebelde ao que lhe era imposto durante o período colonial e imperial. Fruto da rebeldia, perdeu espaço geográfico. Sendo uma das maneiras adotas para retaliar o velho e cansado Leão do Norte.

     A história também nos ensina, que por aqui sempre existiram vozes que reverberaram os anseios de república e de liberdade. Ao bem da verdade, seus atores não se escondiam. Consequentemente não adotavam o que se encontra em moda. O famoso politicamente correto.

      Parece que estamos revivendo a velha prática política da retaliação. Vem sendo divulgado através dos meios de comunicação, que o chefe do Poder Executivo Federal, que precisa alimentar seus asseclas através de polêmicas, agora elegeu como alvo o desejo de assumir o controle da Ilha de Fernando de Noronha. Será que realmente ele assim deseja? Ou foi a maneira encontrada para desviar o foco do que anda acontecendo no ministério da educação?

     O fato é que a Advocacia Geral da União, ajuizou ação alegando que o governo de Pernambuco tem dificultado a atuação dos órgãos ambientais de esfera federal, naquele arquipélago. Ora, se tratando de um governo em que sua agenda ambientam sempre demonstra não nutrir apreço pela causa, o que se pode esperar? Os pernambucanos esperam é que seus representantes e admiradores se manifestem. Ficar em silêncio significa anuir o desejo do governo federal. Pelo menos agora, esperamos que a lentidão em tomada de decisão que tem sido algo corriqueiro, não seja predominante. Demonstrando não concordar como mais uma birra oriunda da presidência da República.

 

P.S. Parabéns ao professor Roberto Motta o mais novo membro da APL.

 

Olinda, 31 de março de 2022.

Hely Ferreira é cientista político.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCONTRO DE MEGALOMANÍACOS

       Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações internacionais se tornaram extremamente necessárias para o bom andamento entre as nações. Buscar o isolamento poderá causar sérias consequências para o bom andamento econômico. A postura adotada com relação às questões econômicas, pelo presidente da considerada maior potência mundial, acendrou a repulsa de outros governantes. Afinal, no mundo da política, geralmente, o que prevalece é o pragmatismo.      O modelo de economia hegemônica, adotado pelo presidente da terra do Tio Sam, sofre dificuldade de se manter de pé. Afinal, o mundo mudou e consequentemente os padrões de negociações internacionais também estão passando pelo processo de mudanças. Uma agenda imperialista aos moldes atuais é difícil sobreviver.      Enfim, a expectativa que fora criada com relação à participação do governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos na recente Assembleia da ONU, pel...

SINAL COLORIDO

       Depois de mais uma rodada de pesquisa divulgada com relação ao desempenho da popularidade do governo federal, percebe-se que existe claramente, uma queda vertiginosa de aceitação perante a opinião pública. Na verdade, o quadro atual, serve para acender todas as luzes do semáforo, se é que ainda se tem alguma possibilidade.       Talvez, um dos maiores adversários do governo seja o tempo. Pois, parece que cada vez em que tenta se reerguer, um novo problema aparece, e consequentemente, sobrepujando qualquer possibilidade de recuperação da popularidade. Entre os dados apresentados na mais nova pesquisa, o declínio da popularidade do governo entre os que professam o catolicismo romano, justamente no momento em que se tentava descobrir uma forma de aproximar-se com os pentecostais e neopentecostais, provavelmente, ampliou o grau de preocupação.      Havia certa apologia de que a fraca popularidade do governo est...

EM OLINDA, TUDO DO MESMO JEITO

         Durante o período das eleições municipais do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades, dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei,   à época, da   candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com entidades que se preocupam com patrimônio histórico local.   Na oportunidade, ouvi da candidata que o diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento, nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber do caso. Entretanto, a resp...