“As
relações que dominam o quadro administrativo não são as do dever ou a
disciplina objetivamente ligada ao cargo, mas à fidelidade do servidor”. (Max
Weber)
Em especial no Brasil, a administração
pública vem se esforçando para passar pelo processo evolutivo. Para tanto, teve
e tem que trilhar alguns caminhos. Destacando os seguintes: administração
patrimonialista, administração burocrática e administração gerencial.
No que tange ao campo da administração
patrimonialista, compete aos chamados Estados absolutistas, tendo como origem o
continente europeu, no período do século XVIII. O modelo em tela, mostra que o
patrimônio do estado se confunde com o do soberano. Os cargos são tidos como um
trabalho que causa repulsa, procurando ocupações lucrativas com pouco trabalho.
O outro ponto, aparece como proposta de tolher o nepotismo. Nele estão
presentes a impessoalidade, o formalismo, a hierarquia funcional, a carreira
pública e a profissionalização do servidor. Acreditando que os controles
administrativos, funcionam para evitar a famigerada corrupção. O terceiro
caminho é o gerencial. Ele se apresenta como solução para os problemas da
burocracia. Priorizando a eficiência administrativa, ampliando a qualidade dos
serviços e consequentemente a diminuição dos gastos. Também procura,
desenvolver uma cultura que em que seja focada à eficiência. Aqui o cidadão se
torna imprescindível para o desempenho da atividade pública, por ser visto como
o principal a ser beneficiado. Visto como um cliente dos serviços oriundos do
poder público.
Atualmente, o modelo gerencial encontra
alicerce nas estruturas organizacionais, estabelecendo metas a alcançar, entre
elas a redução da máquina estatal.
A administração pública está estribada aos
chamados princípios do Direito Administrativo, em especial, ao que se encontra
elencado no art. 37, caput, da CF/88 (legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência). A partir daí, percebe-se os desafios da gestão
pública brasileira, tendo que romper com o velho patrimonialismo, a falta de
espírito público e o messianismo.
O mundo atual tem levado a necessidade de
se rever conceitos e a forma da administração pública. Ser gestor público é um
privilégio, mas também um grande desafio.
P.S. O artigo é um resumo
da palestra proferida no evento Prefeitas de Expressão.
Olinda, 17 de março de
2022.
Hely Ferreira é cientista
político.
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