Os fatos que ocorrem em
cada período eleitoral, devem ser levados em conta para que a partir deles seja
possível tirar lições. Procurando aperfeiçoar o que deu certo e expurgar o que
não logrou êxito. Que nos diga Maquiavel. Desde que foi retomado o direito do
eleitor brasileiro escolher o presidente da República a partir de 1989, o
Partido dos Trabalhadores sempre se mostrou competitivo. Em alguns momentos
vitorioso, em outros como segundo colocado.
Em 1989, o PT apresentou como vice na
chapa à presidência da República, o já falecido José Paulo Bisol (PSB). Depois
de uma disputa em que chegou ao segundo turno, o vitorioso foi o Senhor
Fernando Collor de Mello. Nas eleições presidenciais de 1994, o PT compôs a
chapa, tendo na vaga de vice o economista Aloízio Mercadante (PT). Sendo
vitorioso o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Quatro anos depois, o PT foi
buscar uma liderança nacional para fazer parte da chapa presidencial. O
contemplado foi Leonel Brizola (PDT). Mas Fernando Henrique foi reeleito
presidente do Brasil.
Depois de várias derrotas eleitorais, o PT
percebeu que manter candidaturas à presidência sem se aproximar com os partidos
mais ao centro, seria praticamente impossível governar o país. Para tanto, se
aproximou do empresário José Alencar (PL). A chapa saiu-se vitoriosa,
conseguindo ser reeleita em 2006. Lembrando que na reeleição o vice estava
filiado ao PRB. Não podendo disputar um terceiro mandato consecutivo por
questões constitucionais e com a imagem arranhada por conta do mensalão, os
considerados petistas de raiz, estavam quase todos chamuscados, não restando
outra saída que não fosse apresentar uma candidatura encabeçada por alguém
filiado ao partido, mas que sua história política não tivesse sida forjada na
trajetória petista. Assim nasceu à candidatura da senhora Dilma Rousseff. Para
torna-la com reais chances de vitória, criou-se uma maior aproximação com o
PMDB. Surgindo o nome do senhor Michel Temer. Alcançando sucesso nas urnas por
dois mandatos consecutivos.
Nas eleições de 2018, o PT embora
estivesse mergulhado em uma série de denúncias, acrescente-se aí, a
orquestração dos que viam a possibilidade de expurgar o partido do Planalto
Central por motivos muito mais pessoais do que outra coisa. O partido
tardiamente, apresentou o seu verdadeiro candidato. Para compor a chapa,
trouxeram a deputada Manuela d’ávila (PCdoB), mas a composição montada não foi
suficiente para sobrepujar as acusações que pesavam contra o PT.
O quadro atual, salvo melhor juízo, vem se
mostrando favorável ao Partido dos Trabalhadores. É o que tem demonstrado as
pesquisas divulgadas. Visando manter o favoritismo e consequentemente o retorno
ao comando do país, o pensamento de William James, até o momento, vem
predominando na conduta do ex-presidente. Por aí, é possível explicar as
alianças que ele anda costurando, pois já aprendeu que se não dialogar com
adversários históricos, suas chances serão sepultadas no meio do caminho.
Olinda, 19 de janeiro de
2022.
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