Longe de ser unanimidade,
as pesquisas científicas no campo das ciências humanas sempre serviram para
muita celeuma, principalmente as de intensão do voto. Muitos esquecem que o
resultado apresentado, não representa algo infalível, já que ela é feita pelo
ser humano além da dinâmica que é a sociedade. Mas nos últimos tempos, as
pesquisas, estão sendo questionadas de maneira irresponsável, principalmente
por quem deveria apresentar um percentual mais competitivo. Há aqueles que não
querem admitir, que ela apresenta um diagnóstico do momento. Na verdade, para
muitos, pesquisa correta é quando o resultado representa o que se deseja. Assim
como para os alunos, a correção da prova está correta, quando a nota
corresponde ao que lhe satisfaz. Acontece que com o profissionalismo cada vez
maior das campanhas eleitorais, por mais que escondam, os candidatos procuram
guiar seus discursos amparados nas pesquisas.
Parte dos ataques venenosos destilados as
pesquisas, são caminhos que os candidatos, ou seus discípulos, encontram para promover
dúvidas na mente do eleitorado, com relação aos resultados apresentados. Não
queremos dizer que as pesquisas são infalíveis, mas em regra, o pesquisador
procura trabalhar de maneira ilibada, pois tem compromisso com o mundo da
ciência e também sabe, que o seu nome e o do instituto em que presta serviço,
poderá cair em descrédito, caso o seu trabalho apresente ainda que de maneira
mínima, falta de veracidade para com os dados divulgados. Portanto, poderá
haver modificação do resultado. Porém, uma coisa é o cenário passar por
modificações, outra coisa é desejar que o resultado apresentado pelo
pesquisador corrobore com interesses de algum grupo político. Por outro lado,
existem aqueles que estão eufóricos por conta dos percentuais apresentados
pelos institutos de pesquisa. Ora, comemorar o resultado antes do término da
partida, poderá causar decepção. Afinal, já dizia Vicente Mateus que “o jogo só
acaba quando termina”.
Olinda, 12 de janeiro de
2022.
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