“A mão que
afaga é a mesma mão que apedreja.” (Augusto dos Anjos)
O poder
fascina o homem. Não é por acaso que em nome dele, muitos adotam posturas que
costumam ultrajar com todos os valores que foram construídos ao longo da vida.
Na política, muitos não gostam de ser oposição. Fazer parte dela, significa
limitar o poder. Sendo assim, muitos só sabem atuar ao lado da situação. São
vocacionados para o poder. Seja qual for o partido que esteja governando. O
importante é encontrar-se ao lado da árvore que possua muitos frutos, para poderem
saboreá-la. Podendo garantir benesses a si e aos asseclas.
Em ano pré-eleitoral, cria-se muita
expectativa com relação ao rumo que os futuros candidatos irão tomar. A
princípio, procuram se filar em um partido onde as chances de êxito nas urnas
sejam mais plausíveis. Isso implica em entender que conteúdo programático e
ideológico do partido, na maioria das vezes é o que menos importa. Na verdade,
a preocupação principal é com as urnas, pois são elas que garantirão ao
candidato a capacidade de barganhar para alcançar seus objetivos. Quantos mais
votos obtiver maior capacidade de influenciar nas decisões que deverão ser
tomadas pelo grupo.
Diz o adágio popular que político sem
mandato não é nada. Ninguém quer está perto de quem já esteve no poder, mas de
se encontra com ele. Por isso, os políticos camaleões são tão comuns em uma
realidade como a nossa, onde o eleitor muitas vezes desconhece o partido em que
o seu candidato encontra-se filiado. E para boa parte dos políticos seu partido
é o poder.
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