“Tempo é uma questão de prioridade”.
(Anônimo)
Não é de hoje que
existem aqueles que se colocam como paladinos da moral e dos bons costumes. E
se encontrarem palanque para destilar o veneno que carregam dentro de si, é bom
quem estiver por perto procurar correr para não ser envenenado. Nos últimos
tempos, ressurgiu no Brasil um falso moralismo, onde na verdade o que existe é
um senil conservadorismo desfocado de conhecimentos históricos. Aliás, muitos
não sabem se quer do que se trata, mas abraçam uma agenda que ecoa aos seus
ouvidos como as sereias da mitologia grega. Antes de adentrarmos em um problema
específico, deixo claro que não conheço pessoalmente o Ministro Alexandre de
Moraes, consequentemente, não disponho de procuração para representá-lo em
qualquer esfera.
Recentemente, os
ataques que o ministro vem sofrendo no campo pessoal, oriundos principalmente
de quem deveria evita-los, chega ser algo macabro. Como se não bastassem, os
pseudos moralistas o acusam de ter sido advogado do PCC. Ora, deveriam saber
que o advogado não deve escolher o cliente, mas o cliente é quem o escolhe. Ao
invés de se comportarem como os habitantes do Admirável Mundo Novo, deveriam
aproveitar o tempo para conhecer a obra escrita por Rui Barbosa intitulada O
Dever do Advogado. Talvez assim, entenderiam melhor qual o papel do
profissional do Direito em uma sociedade. Mas talvez seja querer muito, já que
livros não costumam fazerem parte da vida dessas pessoas, mas enxovalhar a vida
do seu semelhante sem nenhum pudor. Coincidentemente, se comportando diferente
daquilo que tanto defendem, ou seja, da moral e dos bons costumes.
Longe de nós em
querer afirmar que não exista exagero em algumas decisões dos membros da
Suprema Corte, mas não se combate atacando as pessoas, e sim as ideias.
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