“Perder
tempo é estragar a vida”. (Franz Kafka)
A narrativa do livro do Gêneses nos
apresenta um modelo de sociedade perfeita. Portanto, a ideia de padrão perfeito
de sociedade se faz presente na vida humana. Assim sendo, quando o filósofo
ateniense Arístocles, conhecido popularmente por Platão, escreveu sua obra mais
popular A República, que em uma melhor tradução seria A Polis, buscou
apresentar um modelo de uma sociedade perfeita, onde para muitos não passa de
uma utopia. Mas Hegel viu de maneira diferente, questionando se era algo
impossível de realizar-se não deixaram que o projeto Platão se tornasse
realizável? O discípulo mais famoso de
Platão, Aristóteles também projetou um modelo ideal de sociedade quando
escreveu o seu livro Política. Quando lemos A Cidade de Deus de autoria de
Santo Agostinho, nos deparamos também como algo que é externado como um modelo
perfeito de sociedade onde tudo funciona na melhor da formalidade. Acontece que
por mais que a sociedade tenha avançado, os problemas sociais continuam e
infelizmente em maior intensidade.
As grandes cidades sofrem com o desafio de
dias melhores ou de uma cidade perfeita projetada em sonhos. Uma cidade como
Recife serve de exemplo. A mesma cresceu de maneira desordenada sem projeto
para o futuro. Com um trânsito caótico, a Veneza brasileira tenta encontrar
soluções para a mobilidade. Criar faixas ciclísticas é algo importante, mas
pavimentar ruas também. Recife padece com várias ruas sem saneamento, sem
pavimentação, onde o retrato do caos serve para identificar a cidade. Mas se as
áreas reservadas para o ciclismo servem para serem utilizadas como cosmético
público, elas estão cumprindo bem o seu papel, pois há quem se sinta encantado.
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