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VÍRUS ELEITORAL

 

 

 

Não acreditem em pessoas que dizem que andam muito ocupadas. Elas estariam perto se realmente quisessem estar”. (Voegelin)

 

     O quadro nefasto que estamos vivendo, principalmente por conta da pandemia, vem levando boa parte da população rever alguns comportamentos que anteriormente eram vistos como normal. Aqui em terras Brasilis, sempre foi encarado o abraço, o aperto de uma das mãos, como um hábito do cotidiano entre as pessoas. Porém, a proliferação do novo vírus, veio tolher as práticas mencionadas.

     Certa vez, alguém chegou a afirmar que nós brasileiros somos festivos. Será que é o motivo pelo qual alguns promovem festas clandestinas e se sentem incomodados quando são descobertas? Ou será o puro desejo de se achar acima de tudo e de todos? O fato que ninguém deve negar é que todas as alterações que ocorreram tem repercutido diretamente na vida das pessoas. O achatamento dos salários, a diminuição do poder de compra, o aumento  desenfreado da cesta básica, tudo tem contribuído para o calvário da população. Mesmo assim, ainda há quem se aproveite, enquanto parte da população encontra-se com os olhares voltados para a CPI da Covid, a outra arruma uma fórmula para “passar a boiada”. Como exemplo, temos a aprovação do orçamento para a campanha eleitoral do próximo ano. Sua aprovação demonstra a falta de sensibilidade e a distância que existe cada vez mais entre o povo e seus representantes. Já que segundo John Locke, o Poder Legislativo era algo diferenciado, pois tinha a competência de criar as leis da sociedade. No caso em tela, o Poder Executivo também tem sua participação.

     Ninguém é ingênuo em não reconhecer que campanha eleitoral produz um alto custo. O que se questiona é o momento em que se resolveu aprovar. Parece-nos que, além do novo Coronavírus que assusta a população, as decisões tomadas em Brasília aterroriza na mesma proporção, onde o vírus nunca é sucumbido. Pelo contrário, parece que o povo ainda não aprendeu que possui o antídoto. E assim, ele vai criando suas variantes e produzindo o verdadeiro caos social.

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