“Há
coisas na vida que julgamos ser importantes, mas não passam de ilusões”.
(Anônimo)
Não se tem como negar que o cargo que
provoca maior desgaste físico e emocional em um país com a dimensão dos Estados
Unidos é o de Presidente da República. Ser presidente da maior potência do
mundo promove glórias, fracassos e em alguns casos a morte. Seja por
assassinato como Lincoln, Mckinley, Garfield e Kennedy, ou por trabalho
excessivo como Roosevelt e Wilson. Mesmo assim, nunca deixou de existir
candidatos dispostos a enfrentar o desafio e desfrutar do glamour da Casa
Branca. Ser presidente dos Estados Unidos é ser considerado “dono do mundo”.
Ao ser eleito, o presidente norte
americano deve desempenhar com maestria e de maneira garbosa o cargo que lhe
fora conferido por intermédio do sufrágio. É bem verdade que para muitos o
sistema eleitoral dos Estados Unidos chega ser esdrúxulo. Eleito juntamente com
vice da mesma chapa para um mandato de quatro anos, com direito a reeleição.
Pelo olhar formal, o presidente é eleito por intermédio dos delegados, sendo os
mesmos representantes dos estados.
Quando o Partido Republicano
norte-americano retornou a Casa branca com a vitória de Donald Trump, criou-se
uma expectativa de como seria a agenda governamental, já que o discurso do
presidente transpassava o que se entende por republicanismo. Entre as
propostas, estava a construção de um muro para tolher o processo migratório na
fronteira com o México. Sem a concordância interna, cogitou que o custo da obra
seria cobrada ao estado vizinho.
Lamentavelmente, o governo dos Estados
Unidos foi tomando posturas cada dia mais distante do que se entende por
democracia, fazendo com que membros do próprio Partido Republicano externassem
sua insatisfação com os devaneios presidenciais. A falta de uma política por
parte do governo em combater de maneira tenaz a chegada do COVID-19 ao país foi
determinante para sacramentar uma derrota já anunciada. Aliás, desdenhar com a
vida das pessoas, infelizmente não é algo exclusivo do presidente da maior
potencia mundial. O fato é que a vitória do candidato democrata se deu muito
mais pela falta de habilidade do atual presidente do que pela competência da
oposição.
As críticas feitas pelo candidato
republicano ao resultado do pleito, só corrobora a sua não compreensão de que
governar uma nação como os Estados Unidos não é igual a administrar suas
empresas. Afirmar que ocorreu fralde no resultado sem nenhuma prova é discurso
de perdedor. Vale lembrar que há até quem critique resultado, mesmo sendo
vitorioso.
P.S. Fui tomado de
surpresa com a notícia do falecimento do grande amigo Ildefonso Cavalcanti.
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