Estamos vivenciando um momento crucial em que o ser humano
está tendo oportunidade de crescer interiormente, uma vez que ele está-se
autodestruindo em meio ao egoísmo e ao orgulho incrustados em seu íntimo, que o
torna cego diante do sofrimento alheio.
Esta pandemia adveio para que o homem se transforme, mude,
buscando ser solidário com o próximo, exercendo o amor e a caridade cristãos.
Ocorre que, no nosso magnânimo País, temos um duplo caos: a pandemia e as ações
insensatas de nosso governante supremo. Este é protetor apenas de duas classes:
A primeira formada pela dele, dos políticos, plenos de mordomias
(sem abrir mão delas); pela dos grandes
empresários e ruralistas, protegidos por benesses governamentais minimizadoras
de impostos por contribuírem em campanhas solidárias, doando milhões de reais
em alimentos, em matérias de higiene, etc.
A segunda, a dos pobres, analfabetos, ludibriados mediante
auxílio emergencial, bolsa-família e outros artifícios, que possam tornar o
Presidente benquisto. São essas duas classes as defensoras desse nosso inapto e
inepto Presidente. Mas, existem também
duas classes penalizadas: a dos demitidos, dos aposentados, dos que
tiveram perdas salariais, vivendo sufocados com o custo de vida em progressão e
dos miseráveis: moradores de rua, refugiados, desempregados, que, muitas vezes,
mal têm uma refeição diária.
Refletindo com base na filosofia clássica, Platão já dizia em
seu diálogo Eutidemo que o mais desejável dos bens, para o ser humano, era a
sabedoria. Por isso países desenvolvidos como o Japão privilegiam a classe dos
professores, já aqui, estes, juntamente com membros da saúde vêm nas últimas
posições. Privilegiados, no nosso belo País são: políticos, militares,
magistrados, empresários...
Presenciamos desastres ecológicos no Amazonas, vem agora a
situação do pantanal com as queimadas, destruindo fauna e flora, nossos biomas,
poluindo o ambiente, entristecendo os países possuidores de consciência
ambiental e as palavras de nosso “eminente presidente”, mostram o descaso com
isso. Importa o dinheiro, a economia, o aumento da riqueza deles e não a saúde
da população já afetada pelo vírus. Ridiculariza ele, governantes que decretam
medidas protetoras para a população, deseja abertura total e o povo sofrendo,
lutando, mas morrendo.
O populismo, surgido em torno desse Presidente advém do
prestígio adquirido pelas duas primeiras classes citadas, no qual se percebe o
seu desejo de obnubilar a massa, manipular, tornando- se um ditador. Porém, ele
não possui o carisma de um líder inteligente como foi Getúlio Vargas.
O Presidente pode não ser um sentimental, mas todos somos
seres pensantes mais ainda agora confinados, assim queremos evoluir, mudar,
ditados pela razão, partilhando-a com o raciocínio, que é a outra face do
coração amoroso porque a realidade é só uma: o caos existente. Cremos que Deus
pôs inteligência, raciocínio em todo ser humano, pedimos, Sr. Presidente use-os,
e aja, respeitando os direitos humanos estipulados também em nossa Carta Magna,
saia do seu “ego”, pois até o egoísta, quando usa seu raciocínio atrelado ao
amor, torna-se altruísta. Tente fazer isso, mude para o seu bem, mas sobretudo
para o bem do Brasil!
Celeste Azevedo é professora de Literatura.
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