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RELIGIÃO E POLÍTICA



Costuma-se afirmar que religião, futebol e política não se devem discutir. Mas pensando em um resgate histórico, um dos pontos decisivos da história, foi à Revolução Francesa, onde Rousseau exerceu grande influência, ao ponto que Diderot escrever uma obra com 35 volumes, influenciado pelo filósofo genebrino.
     Em 1762, Rousseau publicou um livro sobre educação, onde disse o seguinte: “A educação devia basear-se inteiramente nos instintos naturais, e deveria ser inteiramente livre de todas as influências rivais presentes na sociedade, e especialmente da Igreja”. Ele buscou apresentar uma visão racional de tudo. Foi em seu livro O Contrato Social, que afirmou: “As leis do Estado não são uma ordenação de Deus e não se baseiam na lei divina, mas na vontade do povo”.
     Tratando do assunto entre religião e política, encontramos dois autores alemães que vão provocar o tempo inteiro a importância da religião na vida do homem. Estamos falando de Hegel e Karl Marx. O primeiro deles, extremamente influenciado pelo pensamento protestante, entendia que os primórdios de liberdade no mundo moderno aconteceram com a Reforma Protestante. Nem por isso, o pensamento luterano tenha ficado limitado à Alemanha. Com a propagação do que estava eclodindo na Europa, o pensamento reformado, cria um novo modelo chamado de presbiterianismo, onde o mesmo será o grande influenciador ao que chamamos atualmente de Parlamentarismo.
     Assim sendo, é possível perceber uma relação direta entre religião e política sem que elas se tornem algo daninho ao que chamamos de democracia.
P.S. Este artigo é um resumo da palestra proferida na UNICAP para os alunos e professores do mestrado em Ciência da Religião.


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