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DICOTOMIA PRESIDENCIAL



     Depois da vitória de Fernando Collor de Mello no ano 1989, todas as demais disputas para o planalto Central ficaram polarizadas entre PT e PSDB. Acontece que o falecido ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência da República o Senhor Eduardo Campos, ousou tolher essa dicotomia presidencial, apresentando-se como uma terceira via. Mas o falecimento do candidato socialista, fez com que o quadro eleitoral fosse totalmente alterado, onde de maneira meteórica a candidata que o sucedeu, passou a liderar todas as pesquisas de intenção de voto. Passada a comoção nacional, a velha polarização entre PT e PSDB retornou de maneira robusta e o cenário que apontava a Senhora Marina Silva como futura presidente (a), não passou de fogo de palha.
     Muitos atribuem que a queda vertiginosa da candidata Marina se deu por suas visíveis contradições, porém, é necessário que se lembre que o projeto apresentando por ela, boa parte já havia sido elaborado pelos assessores do candidato que ela substituiu, assim sendo, a ex-ministra foi tudo, menos ela mesma. Acoplado a isso, Marina ainda tinha que conviver com a desconfiança de que em caso de vitória, por quanto tempo permaneceria na sigla socialista, procrastinando o projeto da criação da Rede de Sustentabilidade?
     Agora o Brasil mais uma vez encontra-se no pandemônio, onde os dois principais partidos estão se digladiando pelo poder e não em defesa de um projeto visando o melhoramento da qualidade de vida das pessoas. Como já é de praxe, a propaganda eleitoral de ambos, está recheada de promessas inexequíveis, nem mesmo Pinóquio teria tamanha coragem em propagar. O fato é que, embora estejamos em uma era chamada de pós-moderna, a prática política dos candidatos ainda se assemelham a um passado retrógrado que nada enaltece a tão decantada e ao mesmo tempo ultrajada democracia brasileira.

    

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