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FÉ NA DEMOCRACIA



     Nos primórdios do cristianismo, as perseguições eram algo constante, em especial promovidas pelo Império Romano. Mas a suposta conversão do imperador Constantino deu outro rumo aos seguidores de Cristo, deixando-os de ser perseguidos para protegidos. É bem verdade que assim, a propagação do evangelho pode ser anunciada sem o receio de antes, entretanto, a qualidade dos cristãos tornou-se algo bastante questionável, pois muitos estavam participando apenas por conveniência e não por convicção. Parece-nos que a velha prática não mudou. Muitos que se dizem cristãos, deveriam refletir se realmente são, a não ser que estão apenas com intuito de tirar proveito, pois agora virou moda se apresentar como tal. Em tempos idos, em especial o protestantismo no Brasil era visto como algo daninho, mas agora, muita gente se apresenta como tal, principalmente quando se está em jogo o poder.
    Candidatos que nunca professaram nenhuma fé buscam apoio do segmento por saber que existe uma proliferação de adeptos e que podem determinar o futuro da carreira política deles, mas compromisso com a agenda cristã, nem pensar. Como se não bastasse, no próprio arraial, há aqueles que se lançam candidatos, procurando enganar os seus “pares”, apresentam-se como representantes de alguma comunidade. Na verdade, suas práticas nos bastidores maculam aqueles que realmente acreditam que é possível mudar utilizando práticas democráticas e cristãs.
    O cristão não deve votar pelo simples fato de que existe alguém que pertence ao seu grupo religioso, pois se assim for, advogado deve votar apenas em advogado, médico só em médico e assim sucessivamente, mas deve-se procurar eleger quem realmente tem algo a contribuir não apenas com a fé que professa, mas também com toda a sociedade.
     Irmão vota em irmão? Nem sempre!


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