Considerado o pai da dialética e da escola
mobilista, Heráclito de Éfeso, defendia que tudo muda e, que nada permanece do
mesmo jeito, assim, ensinou seu pensamento com relação à ontologia. A frase
mais conhecida e, que se diz ser ele o autor é que “tudo escorre, tudo muda,
tudo flui.” Conclui-se que tudo se encontra em constante mudança. Afirmação
estarrecedora para aqueles que desejam a perenidade das coisas.
No mundo da política, a mudança é algo que
se faz presente. Assiste verdade, quando se afirma que muitas delas demoram
anos e até séculos para passarem pelo processo de mudança. Nem sempre, no
entanto, as mudanças são para melhores. Há casos, e não são raros, em que a
opção pelo que se apresenta como novo, não passa de uma miragem. É aí, quando
entra Parmênides, discordando de Heráclito, afirmando que o pai da dialética,
fora seduzido pelo o que estava vendo. Infelizmente, muitos optam por um candidato
(a), por aquilo que se vê, mas como diz o ditado popular “as aparências
enganam” e, em matéria de engano, lamentavelmente, é o que mais se faz presente
em ano eleitoral. O eleitor é ludibriado e seduzido por um novo canto da
sereia, mas que, na verdade, representa o atraso e o engodo, mas se traveste do
que é bom.
Olinda, 02 de maio de
2026.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é
cientista político.
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