O nascimento da democracia suscitou até os
dias atuais, a querela com relação se é direito ou uma conquista do cidadão
(a), escolher seus representantes. O fato é que, o não participar das decisões
da vida pública, é deixar que alguém decida em seu lugar. Nossa legislação
pátria esculpe a quem lhe é facultado participar do exercício do sufrágio
universal. Entre eles, encontram-se os maiores de 70 anos, mas isso não tem
produzido a falta de apetite em exercer parcialmente sua cidadania. Pelo
contrário, os dados recentes do TSE apontam o crescimento do eleitorado
considerado idoso.
Este ano, salvo melhor juízo, teremos um
recorde de eleitores considerados idosos. Segundo o Tribunal Superior
Eleitoral, 23,2% dos que se registraram até o mês de março possuíam 60 anos ou
mais. Com efeito, no ano 2010, o referido grupo representava apenas 15,3%. O
quadro aponta um crescimento de 7,9%. Salientando que, são 19,8 milhões de
eleitores com 60 a 69 anos e 16, 6 milhões de eleitores com 70 anos ou mais que
isso. N a contramão, percebe-se o declínio do registro de votantes entre 16 a
24 anos. Em 2010, eram 24,7 milhões (18,2%), até o momento, são 18,9 milhões
(12,0%).
O profissionalismo cada vez mais acendrado
das campanhas eleitorais, naturalmente, leva os candidatos a pensarem em
estratégias para conseguirem atrair essa parcela significativa de eleitores,
vez que, em se tratando de pessoas com larga experiência de vida, certamente,
também possuem capacidade de influenciar os mais jovens a participarem da
grande festa da democracia. Afinal, independente de ser um direito ou uma
conquista é sempre bom participar da efeméride democrática.
Hely Ferreira é cientista
político.
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