Pular para o conteúdo principal

BUMERANGUE PARTIDÁRIO

 

Não é de hoje e, muito menos por acaso, os vários questionamentos que são feitos devido à grande quantidade de partidos políticos existentes no Brasil. Talvez, um melhor questionamento, seja com relação à qualidade deles e, às condições que levam, muitas vezes, ao surgimento de um novo partido político. Infelizmente, partes das siglas existentes, são muito mais fruto de questões pessoais do que ideológicas.

     Embora dados apontem o grande descrédito da população, no que tange, aos partidos políticos, gostemos ou não, o fortalecimento de uma democracia é medido pela pujança dos partidos. Talvez, seja o motivo que alguns tentem enfraquecê-los e, consequentemente, desqualificá-los. Mesmo assim, recentemente, foi divulgada uma pesquisa com relação ao número de filiação obtida pelos partidos políticos. 

     Embora as pesquisas apontem uma rejeição significativa pelo atual governo federal, não se pode dizer o mesmo no que tange ao PT, vez que, foi o partido que obteve o maior número de novos filiados, contabilizando 26.192 novos integrantes. Sendo o estado do Pará o principal responsável pelo crescimento, obtendo entre dezembro de 2024 a dezembro de 2025, 14. 592 novos filiados.  É o que apontam os cadastros da Justiça Eleitoral. Outros três partidos também ganharam novos filiados: o Novo (8.338), Missão (127) e Unidade Popular (2.371). Embora o MDB tenha obtido o maior recuo, mesmo assim é o partido que mais possui pessoas filiadas com 2 milhões, seguido pelo PT que aparece na segunda colocação, com 1,7 milhão e, o terceiro colocado é o PP com 1,3 milhão. Algo curioso é que o MDB foi o partido permitido para se fazer oposição ao período do governo militar e, à época, o partido da situação era a ARENA, do qual, salvo melhor juízo, o PP é um “herdeiro direto.”

     O partido que possui o menor número de filiados, atualmente é o Missão, lembrando que seu registro é de novembro de 2025. Vale salientar, que até dezembro de 2024, as filiações ao total somavam 16,3 milhões. Ocorrendo um declínio de 216,4 mil filiados em 1 ano.

 

Hely Ferreira é cientista político.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCONTRO DE MEGALOMANÍACOS

       Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações internacionais se tornaram extremamente necessárias para o bom andamento entre as nações. Buscar o isolamento poderá causar sérias consequências para o bom andamento econômico. A postura adotada com relação às questões econômicas, pelo presidente da considerada maior potência mundial, acendrou a repulsa de outros governantes. Afinal, no mundo da política, geralmente, o que prevalece é o pragmatismo.      O modelo de economia hegemônica, adotado pelo presidente da terra do Tio Sam, sofre dificuldade de se manter de pé. Afinal, o mundo mudou e consequentemente os padrões de negociações internacionais também estão passando pelo processo de mudanças. Uma agenda imperialista aos moldes atuais é difícil sobreviver.      Enfim, a expectativa que fora criada com relação à participação do governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos na recente Assembleia da ONU, pel...

SINAL COLORIDO

       Depois de mais uma rodada de pesquisa divulgada com relação ao desempenho da popularidade do governo federal, percebe-se que existe claramente, uma queda vertiginosa de aceitação perante a opinião pública. Na verdade, o quadro atual, serve para acender todas as luzes do semáforo, se é que ainda se tem alguma possibilidade.       Talvez, um dos maiores adversários do governo seja o tempo. Pois, parece que cada vez em que tenta se reerguer, um novo problema aparece, e consequentemente, sobrepujando qualquer possibilidade de recuperação da popularidade. Entre os dados apresentados na mais nova pesquisa, o declínio da popularidade do governo entre os que professam o catolicismo romano, justamente no momento em que se tentava descobrir uma forma de aproximar-se com os pentecostais e neopentecostais, provavelmente, ampliou o grau de preocupação.      Havia certa apologia de que a fraca popularidade do governo est...

EM OLINDA, TUDO DO MESMO JEITO

         Durante o período das eleições municipais do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades, dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei,   à época, da   candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com entidades que se preocupam com patrimônio histórico local.   Na oportunidade, ouvi da candidata que o diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento, nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber do caso. Entretanto, a resp...