Durante muitos séculos, a
maioria das nações tinha o poder concentrado em uma única pessoa. Até mesmo no
povo hebreu, segundo o relato bíblico, existia uma teocracia e, sendo uma nação
monoteísta, consequentemente, o comando estava nas mãos do Deus único.
Na obra, “Segundo Tratado Sobre o Governo”,
considerado pai do verdadeiro liberalismo, o filósofo inglês John Locke, já
falava, embora muito limitado na ideia da separação de poderes. Assiste
verdade, que, para ele o poder legislativo deveria ser independente dos demais,
pois entendia ser um poder diferenciado, com a responsabilidade para criar as
leis de um povo. A partir da obra “O Espírito das Leis” de autoria do filósofo
Montesquieu, enxerga-se de maneira cristalina a famosa teoria da separação dos
poderes. Sua contribuição foi tamanha que até os dias atuais, ela mesma
permanece viva, apesar daqueles que tentam ultrajá-la.
Embates entre os poderes, não é algo
anormal, mas a invasão da competência e a falta de diálogo demonstra a ausência
de espírito público, algo tão caro na nossa história. Divergir sim, ultrajar
jamais!
Olinda, 12 de julho de 2025.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista político.
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